<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-5741166444184738059</id><updated>2012-01-05T19:25:53.140Z</updated><title type='text'>Pena frenética</title><subtitle type='html'>Um espaço para se escrever por tudo e por nada. 
Por tudo o que há para dizer e que nada fique por escrever.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://penafrenetica.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5741166444184738059/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://penafrenetica.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5741166444184738059/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Pena Frenética</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08589582573660673658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/-LeSnzv4EdTw/TkQA7NmQ7OI/AAAAAAAAAE0/oEsYFUA0O2Q/s220/263440_1737278725118_1633110173_1265147_4916516_n.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>110</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5741166444184738059.post-218499339274616489</id><published>2011-09-12T19:57:00.000+01:00</published><updated>2011-09-12T19:57:52.431+01:00</updated><title type='text'>Sê-lo</title><content type='html'>Podia voar. Sim, podia voar. Mas não é isso que a marca. Desliza, por vezes envergonhada, entre palavras e cenários, à espera de criar o seu. Talvez consiga encontrar o início da trama, talvez faça um esboço e depois arrisque o traço definitivo na tela. Falta definir as personagens. Não a sua, porque a essa apenas lhe falta uma única coisa: coragem. E a coragem não se compra, não se importa, não se pede  nem se recebe pelo correio. Os selos são muito caros. &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5741166444184738059-218499339274616489?l=penafrenetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://penafrenetica.blogspot.com/feeds/218499339274616489/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5741166444184738059&amp;postID=218499339274616489' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5741166444184738059/posts/default/218499339274616489'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5741166444184738059/posts/default/218499339274616489'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://penafrenetica.blogspot.com/2011/09/se-lopodia-voar.html' title='Sê-lo'/><author><name>Pena Frenética</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08589582573660673658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/-LeSnzv4EdTw/TkQA7NmQ7OI/AAAAAAAAAE0/oEsYFUA0O2Q/s220/263440_1737278725118_1633110173_1265147_4916516_n.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5741166444184738059.post-5411642910675529944</id><published>2011-08-07T19:42:00.004+01:00</published><updated>2011-08-07T19:59:26.696+01:00</updated><title type='text'>Tic-tac</title><content type='html'>Às cinco para as seis&lt;br /&gt;um coração bate atrasado,&lt;br /&gt;descontrolado, bebendo shots de xanax,&lt;br /&gt;segue batidas que enrolam&lt;br /&gt;o tempo para trás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pobres daqueles&lt;br /&gt;que acreditam nas horas certas,&lt;br /&gt;abertas somente ao metrónomo fechado do tempo,&lt;br /&gt;que sonham ampulhetas quebradas&lt;br /&gt;pelo tédio dos dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às cinco para as seis&lt;br /&gt;um coração batia atrasado,&lt;br /&gt;descontrolado, num tic-tac com defeito,&lt;br /&gt;que só abranda, partido&lt;br /&gt;pela traição de um beijo de puta.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5741166444184738059-5411642910675529944?l=penafrenetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://penafrenetica.blogspot.com/feeds/5411642910675529944/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5741166444184738059&amp;postID=5411642910675529944' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5741166444184738059/posts/default/5411642910675529944'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5741166444184738059/posts/default/5411642910675529944'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://penafrenetica.blogspot.com/2011/08/tic-tac.html' title='Tic-tac'/><author><name>Pena Frenética</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08589582573660673658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/-LeSnzv4EdTw/TkQA7NmQ7OI/AAAAAAAAAE0/oEsYFUA0O2Q/s220/263440_1737278725118_1633110173_1265147_4916516_n.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5741166444184738059.post-5280645538978487982</id><published>2011-07-31T21:55:00.002+01:00</published><updated>2011-07-31T21:55:32.083+01:00</updated><title type='text'>Re-Evoluções</title><content type='html'>Filipe estava deitado ao sol a pensar na vida. Mesmo de olhos fechados estava inquieto, perdido. E quanto mais pensava, mais inquieto ficava. ‘Pára de pensar’, dizia a si próprio. Mas não conseguia, era impossível. Deixou-se, então, embalar pelo som das ondas e imaginou mil sinfonias atlântidas que o seduziam, cada vez mais, para a profundidade de um sono condenado ao fracasso. Entre vigílias e ondas profundas, sentia, com o intervalo de alguns segundos, a brisa a bater-lhe na cara. Sabia bem. Por isso, detestou ser acordado por um daqueles papéis que viajam pelo ar à boleia do vento e que lhe aterrou bem no meio dos olhos, começando a fazer-lhe cócegas no entroncamento entre as sobracelhas e o nariz. Levantou lentamente o braço e retirou o papel. Teria ido directamente para o caixote azul, se algumas palavras não lhe tivessem chamado a atenção. ‘REVOLUCIONÁRIOS PRECISAM-SE. ENTRE A VENEZUELA E A COLÔMBIA. NÃO É NECESSÁRIA EXPERIÊNCIA. LIGUE 808666999’. Naquele momento, tudo parou na cabeça de Filipe. Uma revolução vinha mesmo a calhar. De preferência uma por dia. Olhou o telemóvel e não hesitou. Comprou on-line um bilhete só de ida para aquele país entre a Venezuela e a Colômbia. Com escala em Frankfurt. Voltou-lhe a alegria e energia perdidas nos últimos dois anos. Aterrou, deixou as malas no hotel e correu para a entrevista. Fizeram-lhe perguntas atrás de perguntas, descreveram-lhe novas ideologias, mostraram-lhe novas visões do mundo, arredores e outros territórios adjacentes. Filipe acenou a cabeça em concordância. Vestiu novas roupas e ganhou novos amigos. Muitos mesmo, sem saber o nome de todos eles. Tinha o resto do dia de folga. A revolução começava pela manhã. Sentou-se na chaise longue de plástico da esplanada e pediu um café, apesar do calor abrasador e tropical. A cafeína actuou durante alguns segundos, mas Filipe adormeceu fatigado pelo síndrome transatlântico. Sonhou com revoluções e soldadinhos de chumbo. A brisa do final da tarde começava a bater-lhe na face. Sabia-lhe bem. Um papel que voava à boleia dessa brisa bateu-lhe na cara. Filipe acordou. Pegou no telefone e perguntou-lhe: ‘Queres começar uma revolução comigo?’. E viveram felizes para sempre. Uns dias mais felizes que outros.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5741166444184738059-5280645538978487982?l=penafrenetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://penafrenetica.blogspot.com/feeds/5280645538978487982/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5741166444184738059&amp;postID=5280645538978487982' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5741166444184738059/posts/default/5280645538978487982'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5741166444184738059/posts/default/5280645538978487982'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://penafrenetica.blogspot.com/2011/07/re-evolucoes.html' title='Re-Evoluções'/><author><name>Pena Frenética</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08589582573660673658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/-LeSnzv4EdTw/TkQA7NmQ7OI/AAAAAAAAAE0/oEsYFUA0O2Q/s220/263440_1737278725118_1633110173_1265147_4916516_n.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5741166444184738059.post-7005612383811079182</id><published>2011-07-31T21:53:00.001+01:00</published><updated>2011-07-31T21:54:05.920+01:00</updated><title type='text'>Em paralelo</title><content type='html'>As paralelas juntavam-se no final. O número, ímpar. Três. Olhavam em frente sem definir um foco. Por baixo deles, brilho. Um brilho dissimulado que se reflectia nos seus pés. Os deuses são assim. Gostam que todo o brilhos dos homens nunca ultrapasse os seus pés. Perfeitos, paralelos, incrivelmente paralelos, tocando-se no fim. Talvez quando se tocam deixem de ser deuses. E consigam espreitar pela pequenas escotilhas da alma as verdadeiras realidades. Nunca consegui perceber se são os homens que querem ser deuses, ou se serão os deuses que quererão, em alguns momentos, ser apenas homens. Quem quererá viver para sempre? Não sei. E o contrário também não. Talvez apenas ache que todos temos um tempo para provar que merecemos passar por cá. A caminho de onde, também não sei, nem sei se isso me interessa muito. No fundo, não sou nenhum deus. E mesmo que fosse odiava saber tudo. Os deuses sabem sempre tudo. É que saber tudo é o tal meio-caminho andado para não se saber mais nada. E homem que é homem quer saber sempre mais um bocadinho. Afinal, o saber, ou lá como lhe chamam os homens, não ocupa nenhum lugar. Já para os deuses o conhecimento simplesmente existe neles. É natural saber-se tudo. Se calhar, o melhor é que deuses e homens continuem a ser paralelos, mas que nunca se juntem no final. Não haveria paciência para deuses-homens e, muito menos, para homens com a mania que são deuses. Paralelos ou não, tenho conhecido alguns destes. Homens e mulheres que são deuses. Quer dizer, olhavam-se no espelho e reflectiam-se como tal. Os seus olhos apenas viam as suas vaidades e poder aparente, julgando-se no direito fazer dos homens seus brinquedos. E assim foi durante algum tempo. Homens nas mãos dos deuses. Deuses a brincarem com os homens. Até que um dia, a vida ou ou destino como os homens lhe chamava quando não sabiam o que dizer, se encarregou de corrigir a brincadeira dos homens-deuses. Foi quando começaram gritar ‘Ai meus deuses’, enquanto tentavam libertar-se dos fios de marioneta com que os deuses, os verdadeiros, os manipulavam como brinquedos. Talvez nunca venham a perceber o que realmente lhes aconteceu. Talvez isso, na verdade, nem lhes interesse. Quanto aos homens, os reais, esses puderam seguir o seu caminho, juntando-se no final, como as paralelas. E finalmente puderam ser eles a olhar pelas escotilhas das suas almas e ver o que se passava no andar de cima. Ou de baixo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5741166444184738059-7005612383811079182?l=penafrenetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://penafrenetica.blogspot.com/feeds/7005612383811079182/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5741166444184738059&amp;postID=7005612383811079182' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5741166444184738059/posts/default/7005612383811079182'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5741166444184738059/posts/default/7005612383811079182'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://penafrenetica.blogspot.com/2011/07/em-paralelo.html' title='Em paralelo'/><author><name>Pena Frenética</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08589582573660673658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/-LeSnzv4EdTw/TkQA7NmQ7OI/AAAAAAAAAE0/oEsYFUA0O2Q/s220/263440_1737278725118_1633110173_1265147_4916516_n.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5741166444184738059.post-3054632464102870797</id><published>2011-07-31T17:32:00.002+01:00</published><updated>2011-07-31T17:32:53.720+01:00</updated><title type='text'>Negrumes</title><content type='html'>Fecho os olhos &lt;br /&gt;Deixo que a respiração da angústia&lt;br /&gt;Faça parte do cenário&lt;br /&gt;Um homem de negro levanta o pano&lt;br /&gt;Porque a peça vai começar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao contrário de ontem&lt;br /&gt;Há mais negro para colorir&lt;br /&gt;De todos os tons de branco&lt;br /&gt;Um homem de negro levanta o machado&lt;br /&gt;Porque é preciso matar a noite&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5741166444184738059-3054632464102870797?l=penafrenetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://penafrenetica.blogspot.com/feeds/3054632464102870797/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5741166444184738059&amp;postID=3054632464102870797' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5741166444184738059/posts/default/3054632464102870797'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5741166444184738059/posts/default/3054632464102870797'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://penafrenetica.blogspot.com/2011/07/negrumes.html' title='Negrumes'/><author><name>Pena Frenética</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08589582573660673658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/-LeSnzv4EdTw/TkQA7NmQ7OI/AAAAAAAAAE0/oEsYFUA0O2Q/s220/263440_1737278725118_1633110173_1265147_4916516_n.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5741166444184738059.post-1313977361587410308</id><published>2011-07-31T17:28:00.000+01:00</published><updated>2011-07-31T17:28:12.080+01:00</updated><title type='text'>Histórias do Norte – Cap: 7 -  À porta</title><content type='html'>Desde sempre que as portas me fascinam. Há sempre algo de  intrigante nelas. Umas, fortes e robustas, obrigam-nos a esforços para se abrirem. Outras, pura e simplesmente, abrem-se para passar. Outras ainda precisam sempre de um jeitinho familiar. São sempre um marco para nos deslocarmos para outro lado. Ora porque estão abertas e conseguimos, sem dificuldade, ir para onde queremos ou conseguimos espreitar de longe e vislumbrar, nem que seja um pouco, do que vai para lá da porta. Ou então, porque estão fechadas e espreitamos pelo buraco da fechadura, tentando perceber o que se passa. Ou porque, estando fechadas, temos de bater na esperança de que alguém nos ouça. Ou ainda, em alguns lugares nos obriga a saber uma palavra-passe, a conhecermos o porteiro ou a estarmos numa guest-list, coisa muito comum às portas dos dias que correm. Perante uma porta fico sempre dividido ‘Entro, não entro?’. Quando uma porta se abre, abre-se também um novo mundo. E se ela for das boas, a porta claro, muitos outros se podem abrir também. Mas também quando uma porta se fecha, outras se abrirão. É a lei das portas. Eu pessoalmente gosto de portas. Fechadas ou abertas. Fechadas porque se podem abrir. Abertas porque se podem fechar. Mas há um tipo de portas de que não gosto muito – as entreabertas. Não são de confiança.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5741166444184738059-1313977361587410308?l=penafrenetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://penafrenetica.blogspot.com/feeds/1313977361587410308/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5741166444184738059&amp;postID=1313977361587410308' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5741166444184738059/posts/default/1313977361587410308'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5741166444184738059/posts/default/1313977361587410308'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://penafrenetica.blogspot.com/2011/07/historias-do-norte-cap-7-porta.html' title='Histórias do Norte – Cap: 7 -  À porta'/><author><name>Pena Frenética</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08589582573660673658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/-LeSnzv4EdTw/TkQA7NmQ7OI/AAAAAAAAAE0/oEsYFUA0O2Q/s220/263440_1737278725118_1633110173_1265147_4916516_n.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5741166444184738059.post-4493411857898352702</id><published>2011-07-24T18:45:00.001+01:00</published><updated>2011-07-24T18:45:55.084+01:00</updated><title type='text'>Confusear</title><content type='html'>Ele falousou mais uma vez entre estranhos. Sentia-se à vontade. Quanto mais pensava para dentro, mais falousava para os demais. E mesmo confuseando o cérebro, descobriu que na vida é preciso minuciar os dias, perguntar as horas, dissecar os segundos, enfuriar as têmporas. Já recontente com essa descoberta, despediu-se dos outros e canetou noite dentro à procura de um redesamar  profundo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5741166444184738059-4493411857898352702?l=penafrenetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://penafrenetica.blogspot.com/feeds/4493411857898352702/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5741166444184738059&amp;postID=4493411857898352702' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5741166444184738059/posts/default/4493411857898352702'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5741166444184738059/posts/default/4493411857898352702'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://penafrenetica.blogspot.com/2011/07/confusear.html' title='Confusear'/><author><name>Pena Frenética</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08589582573660673658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/-LeSnzv4EdTw/TkQA7NmQ7OI/AAAAAAAAAE0/oEsYFUA0O2Q/s220/263440_1737278725118_1633110173_1265147_4916516_n.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5741166444184738059.post-2089190588999772455</id><published>2011-07-21T22:13:00.003+01:00</published><updated>2011-07-21T22:13:41.757+01:00</updated><title type='text'>Feitiços-de-café</title><content type='html'>Miguel sempre foi assim, desde a escola. Perito em post-its. Perito em achar-se o máximo. Sim, em colocar post-its nas costas das colegas da turma e receber os louros por isso. O seu grande troféu foi ganho quando conseguiu deixar um nas costas da professora de inglês ‘Miss you my dear’. Na semana seguinte recebeu a resposta ‘Miguel – zero’, bem assim no meio da pauta. E para todos admirarem. Este pequeno desaire nunca afectou a imagem que tinha de si próprio. Habitava um ego difícil de abalar. Um dia, porém, os seus olhos cruzaram-se casualmente com Rita, que tomava um café numa esplanada escondida ali para a Estrela. Nunca conseguiu encontrar as palavras que explicassem porque ela o fazia sentir criança, e ao mesmo tempo, o impedia de avançar. Nem todos os post-its do mundo o faziam decidir. Seriam os olhos que o evitavam sempre à mesma hora, naquele sítio que se tornou, do costume? Talvez o café tivesse feitiços. E com feitiços não se brinca. Talvez Rita não fosse para o seu post-it. Mas numa daquela manhãs, naquela manhã com M grande, encheu-se de coragem. Hoje o café seria por sua conta. Roubou a bandeja emprestada e, sem que ela perecebesse a sua presença, Miguel serviu-lhe o café e sentou-se. ‘É por  minha conta’. Ela olhou-o, primeiro com despreza, depois desfez a máscara. ‘Dez pontos pela ousadia. Estava a ver que o mundo acabava e nunca mais te decidias. Todos estes dias a desinteressar-me e tu, nada? Finalmente ganhaste coragem.’ ‘O teu café tem feitiços.’ ‘Não sejas parvo e vem comigo’. Levantaram-se e Rita beijou-se levemente nos lábios e mais intensamente depois. Quando Miguel tentou prolongar este momento, Rita colocou-lhe o dedo nos lábios num gesto sensual de silêncio. Miguel sorriu, caindo logo de seguida. O coração apenas conseguiu recordar aquele momento, por muito que tentasse recordar-se do resto. Rita, olhando-o pela última vez, retirou calmamente um post-it da sua mala. Colou-o o peito de Miguel ‘O café tem feitiços’. Virou costas, apertando no bolso do casaco aquele pequeno frasco, num gesto de quem não conseguia ter sequer um esboço de remorsos. Seguiu o seu caminho. O mesmo que recordava aquele momento, há vinte anos atrás em que retirou um post-it do seu largo casaco de malha castanho-escuro ‘Feia’. Apenas aquilo. Doeu. Mas Miguel não tinha dado pela diferença.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5741166444184738059-2089190588999772455?l=penafrenetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://penafrenetica.blogspot.com/feeds/2089190588999772455/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5741166444184738059&amp;postID=2089190588999772455' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5741166444184738059/posts/default/2089190588999772455'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5741166444184738059/posts/default/2089190588999772455'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://penafrenetica.blogspot.com/2011/07/feiticos-de-cafe.html' title='Feitiços-de-café'/><author><name>Pena Frenética</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08589582573660673658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/-LeSnzv4EdTw/TkQA7NmQ7OI/AAAAAAAAAE0/oEsYFUA0O2Q/s220/263440_1737278725118_1633110173_1265147_4916516_n.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5741166444184738059.post-966181115992758075</id><published>2011-07-21T21:17:00.001+01:00</published><updated>2011-07-21T21:17:29.245+01:00</updated><title type='text'>Monstro-belo</title><content type='html'>Miguel tinha dupla personalidade, achava ele. Nunca sabia se ia acordar ‘belo ou monstro’. Hoje acordou belo. Sentou-se na cama e contemplou-se ao espelho do fundo do quarto. Estava irreconhecivelmente belo. Sentia-se irreconhecivelmente belo. Era a primeira vez, já fazia algum tempo que isso acontecia. O segredo, percebeu-o naquele instante, era afinal simples. ‘Parar no 3º shot’. Saiu e foi tomar o pequeno-almoço. Cereais com leite e uma frutinha. Fazem melhor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5741166444184738059-966181115992758075?l=penafrenetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://penafrenetica.blogspot.com/feeds/966181115992758075/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5741166444184738059&amp;postID=966181115992758075' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5741166444184738059/posts/default/966181115992758075'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5741166444184738059/posts/default/966181115992758075'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://penafrenetica.blogspot.com/2011/07/monstro-belo.html' title='Monstro-belo'/><author><name>Pena Frenética</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08589582573660673658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/-LeSnzv4EdTw/TkQA7NmQ7OI/AAAAAAAAAE0/oEsYFUA0O2Q/s220/263440_1737278725118_1633110173_1265147_4916516_n.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5741166444184738059.post-3430039772400730950</id><published>2011-07-21T18:41:00.001+01:00</published><updated>2011-07-21T18:42:48.738+01:00</updated><title type='text'>fragmentos</title><content type='html'>Há mais fragmentos hoje &lt;br /&gt;sem saber se são da memória,&lt;br /&gt;ou de todas as memórias&lt;br /&gt;que ainda se esforça por esquecer&lt;br /&gt;Há mais fragmentos que ontem&lt;br /&gt; um coração dorido ainda&lt;br /&gt; e uma palavra cola-tudo &lt;br /&gt; que não cola realmente nada, &lt;br /&gt;que não se colasse &lt;br /&gt;com um pouco de amor&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5741166444184738059-3430039772400730950?l=penafrenetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://penafrenetica.blogspot.com/feeds/3430039772400730950/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5741166444184738059&amp;postID=3430039772400730950' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5741166444184738059/posts/default/3430039772400730950'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5741166444184738059/posts/default/3430039772400730950'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://penafrenetica.blogspot.com/2011/07/fragmentos.html' title='fragmentos'/><author><name>Pena Frenética</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08589582573660673658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/-LeSnzv4EdTw/TkQA7NmQ7OI/AAAAAAAAAE0/oEsYFUA0O2Q/s220/263440_1737278725118_1633110173_1265147_4916516_n.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5741166444184738059.post-3957915416163418143</id><published>2011-07-14T22:16:00.002+01:00</published><updated>2011-07-14T22:16:45.558+01:00</updated><title type='text'>Histórias do Norte – Cap: 9 - Regressos</title><content type='html'>Os regressos são assim. Diferentes. O dever cumprido, ou não. Os novos mundos, ou não. Experiências.  Nunca percebi bem se gosto, ou não, dos regressos. Se calhar, porque me obrigam a pensar sempre demais. Mas que quando regresso venho sempre diferente do que fui, isso é mesmo verdade. É uma coisa Vogleriana. E desta vez, essa regra do regresso segue a regra e não a excepção. Estou diferente. Apaixonei-me, estou mais rico e não é porque importei meia-dúzia de coroas. Se fosse um herói diria que o regresso a casa se fazia com vitórias e histórias para contar. Como não sou trago só as histórias. As minhas. Bem-vindo de volta.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5741166444184738059-3957915416163418143?l=penafrenetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://penafrenetica.blogspot.com/feeds/3957915416163418143/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5741166444184738059&amp;postID=3957915416163418143' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5741166444184738059/posts/default/3957915416163418143'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5741166444184738059/posts/default/3957915416163418143'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://penafrenetica.blogspot.com/2011/07/historias-do-norte-cap-9-regressos.html' title='Histórias do Norte – Cap: 9 - Regressos'/><author><name>Pena Frenética</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08589582573660673658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/-LeSnzv4EdTw/TkQA7NmQ7OI/AAAAAAAAAE0/oEsYFUA0O2Q/s220/263440_1737278725118_1633110173_1265147_4916516_n.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5741166444184738059.post-1900824221035091695</id><published>2011-07-14T18:02:00.001+01:00</published><updated>2011-07-26T23:26:34.811+01:00</updated><title type='text'>Histórias do Norte – Cap: 8 - Aquilo tudo</title><content type='html'>Vasco tentou lidar com aquilo tudo, mas não conseguiu. Por isso, bateu com a porta e saiu. Num filme teria dito ‘Vou comprar cigarros’. Como o filme era apenas o dele disse ‘Volto já’. O que Vasco não disse é que o seu ‘já’ era parecido com o de algumas lojas que fecham à hora de almoço. E assim foi.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5741166444184738059-1900824221035091695?l=penafrenetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://penafrenetica.blogspot.com/feeds/1900824221035091695/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5741166444184738059&amp;postID=1900824221035091695' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5741166444184738059/posts/default/1900824221035091695'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5741166444184738059/posts/default/1900824221035091695'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://penafrenetica.blogspot.com/2011/07/historias-do-norte-cap-8-aquilo-tudo.html' title='Histórias do Norte – Cap: 8 - Aquilo tudo'/><author><name>Pena Frenética</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08589582573660673658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/-LeSnzv4EdTw/TkQA7NmQ7OI/AAAAAAAAAE0/oEsYFUA0O2Q/s220/263440_1737278725118_1633110173_1265147_4916516_n.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5741166444184738059.post-4973871596700844516</id><published>2011-07-13T18:43:00.006+01:00</published><updated>2011-08-12T11:51:41.537+01:00</updated><title type='text'>Histórias do Norte – Cap: 6 - Amo-te, assim mesmo sem te conhecer bem</title><content type='html'>Amo-te desde o primeiro momento em que te conheci. Desde o primeiro olhar. Desde que percebi que te tinhas atravessado no meu caminho. Seria fácil dizer que as tuas formas discretas, mas cheias de sentido e de sentidos, me apanharam de surpresa. Seria ainda mais fácil dizer que cada detalhe teu me faz redescobrir-me ainda mais. Que cada coisa que me dizes, mesmo que não entenda nada, se descodifica naturalmente no meu léxico de todos os dias. Que ao pé de ti, ou mesmo em ti, me sinto em casa. Às vezes olho-te com aquela distância de quem apenas se conheceu ontem e pergunto-te ‘porquê?’. E a resposta é sempre a mesma ‘porque tinha de ser’. Porque mesmo que sejamos estranhos num outro país, a vida, aquela linha de que todos falam, acaba sempre por nos juntar. ‘Tinha de ser’. Aquilo não me saía da cabeça. Ao pé de ti, e em ti, estou feliz. Como um miúdo numa loja de Legos. Sinto-me mais perto de mim. Sei que talvez não seja fácil, mas ainda vou encontrar um adjectivo, por pequeno que seja, que consiga definir-te na perfeição. Não com exactidão, porque és muito mais que isso. Para mim foste, e és, uma das coisas mais fantásticas que a vida conseguiu embrulhar de presente. Sabes que com a outra mais importante ninguém consegue competir, não é? Cada vez que te olho ou percorro o teu corpo, não me interessa que sejas muito maior que eu. Que sejas bastante mais velha e vivida. Apenas me interessa, de uma forma cegamente egocêntrica, o que me fazes sentir. E mesmo que a nossa relação não seja mais que um flirt fugaz de alguns dias, sabes que te amarei para sempre. E isso não se diz a todas. Eu não te escolhi. Foste tu que o fizeste. Não consigo perceber nem quando, nem porque o fizeste. Apareceste-me do nada, um dia sem avisar. Eu sempre soube que um dia havíamos de estar juntos. E agora estamos. Ambos sabemos que para já, não será para sempre. E que relações à distância nunca dão os melhores resultados, para além de e-mail bacocos e colecções de selos. Por isso, vou aproveitar-te até ao último momento. Ouvir o teu respirar quando acordo. O teu silêncio quando adormeço. A tua pose do meio-dia, ou as notas de música que ofereces quando te percorro de um lado ao outro. Sei agora que realmente me conquistaste como nenhuma outra. Tenho apenas aquela sensação de pena. Sim, de pena, de não ter tido tempo para ser eu a conquistar-te também. Bem, vou andando. Amo-te Copenhaga.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5741166444184738059-4973871596700844516?l=penafrenetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://penafrenetica.blogspot.com/feeds/4973871596700844516/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5741166444184738059&amp;postID=4973871596700844516' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5741166444184738059/posts/default/4973871596700844516'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5741166444184738059/posts/default/4973871596700844516'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://penafrenetica.blogspot.com/2011/07/historias-do-norte-cap-6-amo-te-assim.html' title='Histórias do Norte – Cap: 6 - Amo-te, assim mesmo sem te conhecer bem'/><author><name>Pena Frenética</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08589582573660673658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/-LeSnzv4EdTw/TkQA7NmQ7OI/AAAAAAAAAE0/oEsYFUA0O2Q/s220/263440_1737278725118_1633110173_1265147_4916516_n.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5741166444184738059.post-5543862715737173529</id><published>2011-07-13T18:43:00.005+01:00</published><updated>2011-07-18T19:04:35.741+01:00</updated><title type='text'>Histórias do Norte – Cap: 5 - Cor-de-talvez</title><content type='html'>O dia tinha começado escuro. Todos os dias desde há muitos ponteiros, começavam entre o breu e o cinza escuro, na vida de Simone. Mas ela não se importava. A vida era mesmo assim. Um dia qualquer haveria de acordar e o ser já teria mudado de cor. Até lá tinha, tinha de esperar. ‘Espera sentada’, diziam-lhe os amigos. E ela assim ficava, bem sentada e confortável à espera que a cor mudasse. Umas vezes, olhava pela janela e imaginava-se de pincel e tinta na mão, a pintar o céu. Pelo menos aquele céu que conseguia ver. ‘E não seria de azul, porque assim o céu fica igual a todos os outros céus. Talvez um laranja ou um verde. Sempre é diferente e ninguém tem um céu assim.’ Mas sempre que pegava num pincel, a janela fechava-se e transformava-se num muro, tão alto e tão sólido que a impedia de sair. Andava cansada de tentar saltar muros. E este era, ou pelo menos dava a entender que seria intransponível. Se calhar não gostava de verde ou de laranja. No fundo, Simone sabia que a cor não era o mais importante. E isso dava-lhe o conforto necessário para não tentar mais, para não decidir. Talvez um dia, talvez num dia bem cinzento, quase breu, alguma Skands lhe apareça à frente, bem loura e bem raínha e apenas lhe diga ‘Vamos?’. Talvez aí, talvez nesse minuto, nesse segundo, consiga de vez pegar nos seus pincéis, nos seus lápis de cor, nos seus guaches e vá pintar a tela. Aquela a que, mesmo nos dias cinzentos, quase breu, chama ‘sua vida.’&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5741166444184738059-5543862715737173529?l=penafrenetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://penafrenetica.blogspot.com/feeds/5543862715737173529/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5741166444184738059&amp;postID=5543862715737173529' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5741166444184738059/posts/default/5543862715737173529'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5741166444184738059/posts/default/5543862715737173529'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://penafrenetica.blogspot.com/2011/07/historias-do-norte-cap-5-cor-de-talvez.html' title='Histórias do Norte – Cap: 5 - Cor-de-talvez'/><author><name>Pena Frenética</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08589582573660673658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/-LeSnzv4EdTw/TkQA7NmQ7OI/AAAAAAAAAE0/oEsYFUA0O2Q/s220/263440_1737278725118_1633110173_1265147_4916516_n.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5741166444184738059.post-581621008323927497</id><published>2011-07-12T17:37:00.002+01:00</published><updated>2011-07-12T17:37:20.179+01:00</updated><title type='text'>Histórias do Norte – Cap: 4 - A mesa do lado</title><content type='html'>Filipe não percebia palavra. Mas soava-lhe a música clássica. Aristocrática, nobre, melodiosa, harmoniosa. Aquela harmonia quase sempre impossível de atingir noutras batidas. Apesar de nunca se ter dedicado a perceber e a ouvir sentindo, a música clássica, estava encantado com aquele andamento. Assim para o alemão, mas com canela. Parece que tinham pegado na pauta e lhe haviam limado todos os ‘érres’ de que não precisava. Bendita grosa. Filipe deixou-se embalar pelo classicismo das palavras, pela leveza das notas, pelo imperativo dos pontos finais, pela emoção de algumas vírgulas, pelas entoações e expressões e respirou fundo, mesmo estando provado que isso não lhe fazia bem. Sem querer, voou por cima das nuvens e fechou os olhos. Assim, conseguia ver-se melhor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5741166444184738059-581621008323927497?l=penafrenetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://penafrenetica.blogspot.com/feeds/581621008323927497/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5741166444184738059&amp;postID=581621008323927497' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5741166444184738059/posts/default/581621008323927497'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5741166444184738059/posts/default/581621008323927497'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://penafrenetica.blogspot.com/2011/07/historias-do-norte-cap-4-mesa-do-lado.html' title='Histórias do Norte – Cap: 4 - A mesa do lado'/><author><name>Pena Frenética</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08589582573660673658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/-LeSnzv4EdTw/TkQA7NmQ7OI/AAAAAAAAAE0/oEsYFUA0O2Q/s220/263440_1737278725118_1633110173_1265147_4916516_n.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5741166444184738059.post-5296087142786123898</id><published>2011-07-11T22:11:00.002+01:00</published><updated>2011-07-11T22:11:04.588+01:00</updated><title type='text'>Histórias do Norte – Cap:3 - Ao porto</title><content type='html'>Daqui tudo parte e tudo chega. Tudo parte cheio de esperança. Tudo chega, muitas vezes, sem ela. Eu vou ver se a encontro. A partir daqui. Do porto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5741166444184738059-5296087142786123898?l=penafrenetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://penafrenetica.blogspot.com/feeds/5296087142786123898/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5741166444184738059&amp;postID=5296087142786123898' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5741166444184738059/posts/default/5296087142786123898'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5741166444184738059/posts/default/5296087142786123898'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://penafrenetica.blogspot.com/2011/07/historias-do-norte-cap3-ao-porto.html' title='Histórias do Norte – Cap:3 - Ao porto'/><author><name>Pena Frenética</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08589582573660673658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/-LeSnzv4EdTw/TkQA7NmQ7OI/AAAAAAAAAE0/oEsYFUA0O2Q/s220/263440_1737278725118_1633110173_1265147_4916516_n.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5741166444184738059.post-1125814689091264879</id><published>2011-07-11T22:09:00.000+01:00</published><updated>2011-07-11T22:09:21.195+01:00</updated><title type='text'>Histórias do Norte – Cap:2 - She (não, não é a do Elvis Costello)</title><content type='html'>Ela olhava para cima em busca de um ponto que lhe desse a segurança que precisava para aquele passo. Os olhos grandes, de um castanho escuro mate, davam-lhe um encanto especial. Mas ao mesmo tempo, mostravam um pouco da ansiedade que envolvia levantar os pés da terra. Muito quieta, acabava por resignar-se ao seu destino. Apenas os olhos a denunciavam. Os seus longos cabelos, sem uma única onda, desciam-lhe calmamente pelos ombros, desenhando uma cascata quase perfeita. O medo que se estampava no seu rosto era arredondado pela inocência que parecia ainda ter. Não tive coragem de lhe perguntar o nome logo quando reparei que a sua face me fazia olhar uma e outra vez, até perder a conta. Reparei nela ainda em terra, mas a caminho das núvens. Mas foi em Santarém, bem por cima do vale de Almeida Garret, que marcou a atmosfera. Uma pose mais decidida. Um deslumbramento mais terreno. Ainda faltam 2.500 quilómetros para chegar. Tenho a certeza que irá ainda revelar-se. O seu ar tem algo de islâmico. E isso atrai-me. Esse desconhecido que faz pensar tudo duas vezes antes de dar um passo, por mais pequeno que seja. Um desconhecido que talvez se esconda por trás dos seus longos cabelos ou mesmo dos seus olhos castanhos escuro mate. Um desconhecido que sei que não vou descobrir, mas posso imaginar. Pedaço a pedaço. Lá fora, em Santarém, estão 13º negativos, mas isso não me faz arrefecer o coração. Percebi pelo título do livro que lia, vagarosa e com uma vontade intermitente, que falava português. A minha língua, que afinal era nossa. Pelo menos talvez nos consigamos entender nas palavras. Ela deve ser muito nova. Já hipnotizado pelo tapete rolante das malas, ganhei coragem e perguntei-lhe. ‘Sylvia. Eu sou a Sylvia!’ Antes disso, atrevi-me a adivinhar todos os nomes, menos esse. E muito menos com um ‘Y’ para me impedir de acertar. Se não me tivesse dito que estudava posologias e receitas, esse seria, por certo, a última coisa em que pensaria que investia a saúde dos seus neurónios. Talvez algo mais livre, mais libertador, mais aberto. Mas isso não é o mais importante. Porque hoje ela traz na bagagem, no meio de sonhos e incertezas, 36 dias para ser o que quiser. Para travestir esta cidade com o seu sotaque encantador. Longe do sol e do sangue-quente. Longe de uma alegria que nunca se põe no final de cada dia. Longe da espontaneidade e leveza com que se atravessam os dias no outro lado do Atlântico. Mas, quem sabe se não é ela quem os vai trazer para cá?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5741166444184738059-1125814689091264879?l=penafrenetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://penafrenetica.blogspot.com/feeds/1125814689091264879/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5741166444184738059&amp;postID=1125814689091264879' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5741166444184738059/posts/default/1125814689091264879'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5741166444184738059/posts/default/1125814689091264879'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://penafrenetica.blogspot.com/2011/07/historias-do-norte-cap2-she-nao-nao-e.html' title='Histórias do Norte – Cap:2 - She (não, não é a do Elvis Costello)'/><author><name>Pena Frenética</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08589582573660673658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/-LeSnzv4EdTw/TkQA7NmQ7OI/AAAAAAAAAE0/oEsYFUA0O2Q/s220/263440_1737278725118_1633110173_1265147_4916516_n.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5741166444184738059.post-4056179758401977697</id><published>2011-07-11T22:07:00.002+01:00</published><updated>2011-07-11T22:07:38.958+01:00</updated><title type='text'>Histórias do Norte – Cap:1 - Ligações</title><content type='html'>O restaurante era o italiano de esquina. Ao fundo, um luminoso Rolex marca o tempo da zona. Toalhas de pano muito brancas, copos de pé alto. Dignos de receber visitas ilustres. Como é o caso. Ela acabava de chegar à cidade e impunha-se pela sua presença, fosse onde fosse. Bonita, sem uma única marca da idade a trespassar-lhe as frontes, era impossível passar sem que todos reparassem nela. Pelo menos é o dizem. Ela preferia exactamente o oposto ‘trazia-me menos complicações’, costumava dizer. E, no fundo, era verdade. Ela parecia um íman a atrair problemas. Um íman com uma elegância feminina que faz suspirar quem com ela se cruza. Eram uns atrás dos outros. Os problemas, claro. E os homens, de certa forma também. Ainda este último lhe havia tentado regar a Louis Vitton com um frasco de gasóleo disfarçado de Channel 5. Sim, porque a gasolina está pornograficamente cara. Era dona de um magnetismo para estas pelejas que não se conheciam grandes adversários à altura. Sentou-se, olhando em volta, na esperança de ter conseguido a missão de passar despercebida. Impossível. Mais de metade dos olhares, por entre copos e sabores, fixaram-se nela. Naquele mesmo segundo, cravou os seu solhos no chão, na tentativa diga-se com justiça, bem conseguida, de fazer parar aquelas ligações. Conseguiu-o pelo menos durante alguns segundos. Respirou bem fundo antes de voltar a uma pose mais social. No seu movimento elegante de olhos, ao voltar o seu olhar de novo para cima, depois daqueles breves momentos de tréguas, os seus cruzaram-se com dois enormes círculos castanhos escuros. Igualmente magnéticos. Igualmente a chamarem problemas. Igualmente impossíveis de não olhar. Era ela agora, quem não conseguia desfazer aquele elo. Embaraçada, um pouco, pela situação, mas sem nunca desviar o olhar, estudou apressadamente o menu e pediu: ‘mesa para dois!’. E beberam vinho italiano que acompanharam com pasta e umas ingénuas folhas de rúcula. Só a Louis Vitton ficou à margem, bem escondida debaixa da mesa, ligada à terra. Mesmo a gasolina ao preço que está, nunca se sabe.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5741166444184738059-4056179758401977697?l=penafrenetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://penafrenetica.blogspot.com/feeds/4056179758401977697/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5741166444184738059&amp;postID=4056179758401977697' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5741166444184738059/posts/default/4056179758401977697'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5741166444184738059/posts/default/4056179758401977697'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://penafrenetica.blogspot.com/2011/07/historias-do-norte-cap1-ligacoes.html' title='Histórias do Norte – Cap:1 - Ligações'/><author><name>Pena Frenética</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08589582573660673658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/-LeSnzv4EdTw/TkQA7NmQ7OI/AAAAAAAAAE0/oEsYFUA0O2Q/s220/263440_1737278725118_1633110173_1265147_4916516_n.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5741166444184738059.post-6800650873747684021</id><published>2011-06-20T14:31:00.003+01:00</published><updated>2011-06-20T14:33:32.012+01:00</updated><title type='text'>Fogo para que te quero.</title><content type='html'>Quero pegar fogo ao passado&lt;br /&gt;contigo lá dentro&lt;br /&gt;Quero olhar para trás&lt;br /&gt;e não te ver &lt;br /&gt;Quero voltar a nascer &lt;br /&gt;sem que cruzes o meu caminho&lt;br /&gt;Quero fazer de ti&lt;br /&gt;uma imagem que se esfumaça e se apaga&lt;br /&gt;Quero estalar os dedos  &lt;br /&gt;e fazer-te desaparecer de sempre em sempre&lt;br /&gt;Quero sentar-me naquele lugar&lt;br /&gt;e não me lembrar que alguma vez lá estiveste&lt;br /&gt;Quer ver na tua fotografia&lt;br /&gt;o meu novo ponto de partida&lt;br /&gt;Quero esquecer o teu sorriso&lt;br /&gt;e voltar a sorrir-me comigo&lt;br /&gt;Quero olhar para trás&lt;br /&gt;e ver mil nadas cheios de coisa nenhuma&lt;br /&gt;Quero olhar-te&lt;br /&gt;com o desprezo que nem mereces&lt;br /&gt;Quero pegar fogo ao passado&lt;br /&gt;contigo lá dentro&lt;br /&gt;Apenas isso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5741166444184738059-6800650873747684021?l=penafrenetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://penafrenetica.blogspot.com/feeds/6800650873747684021/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5741166444184738059&amp;postID=6800650873747684021' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5741166444184738059/posts/default/6800650873747684021'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5741166444184738059/posts/default/6800650873747684021'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://penafrenetica.blogspot.com/2011/06/fogo-para-que-te-quero.html' title='Fogo para que te quero.'/><author><name>Pena Frenética</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08589582573660673658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/-LeSnzv4EdTw/TkQA7NmQ7OI/AAAAAAAAAE0/oEsYFUA0O2Q/s220/263440_1737278725118_1633110173_1265147_4916516_n.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5741166444184738059.post-4907682728636723509</id><published>2011-06-13T01:12:00.000+01:00</published><updated>2011-06-13T01:12:02.912+01:00</updated><title type='text'>Caderno-semi-aberto</title><content type='html'>&lt;i&gt;Nobody dies a virgin, life fucks us all.&lt;/i&gt; Estas palavras foram genialmente inventadas por Kurt. Cobain sabia do que falava. Miguel olhou-as de frente, manuscritas num caderno semi-aberto de um adolescente sentado na esplanada da Avenida, e foi incapaz de sorrir. A verdade quando surge tão crua e mesquinha, dói mais que centenas de agulhas a espetarem-se ao mesmo tempo nos olhos. A tristeza invadiu-lhe a face pela milésima vez naquele dia cheio de sol. Esse mesmo sol que já não era suficiente para lhe dar a luz que precisava, faz já umas semanas, que teimavam em ser cada vez mais largas. E o que Miguel mais desejava naquele momento era mesmo um caminho mais ou menos estreito, que lhe focasse toda a atenção. Aquelas palavras não lhe saíam da cabeça. Iam e vinham. Jogavam &lt;i&gt;flippers&lt;/i&gt; nos seus neurónios. Mas pior que tudo, não saíam dali. Semanas, dias, horas, minutos, segundos a fio. Aquele caderno, naquela mesa, naquela esplanada, naquela Avenida, bem podia e devia ter outra frase escrita &lt;i&gt;‘Niguém morre virgem. A vida encarrega-se de nos foder. E se não é a vida, é alguém mesmo ao nosso lado.’&lt;/i&gt; E Miguel sabia-o bem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5741166444184738059-4907682728636723509?l=penafrenetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://penafrenetica.blogspot.com/feeds/4907682728636723509/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5741166444184738059&amp;postID=4907682728636723509' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5741166444184738059/posts/default/4907682728636723509'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5741166444184738059/posts/default/4907682728636723509'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://penafrenetica.blogspot.com/2011/06/caderno-semi-aberto.html' title='Caderno-semi-aberto'/><author><name>Pena Frenética</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08589582573660673658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/-LeSnzv4EdTw/TkQA7NmQ7OI/AAAAAAAAAE0/oEsYFUA0O2Q/s220/263440_1737278725118_1633110173_1265147_4916516_n.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5741166444184738059.post-2962483312844647073</id><published>2011-06-08T11:13:00.004+01:00</published><updated>2011-06-08T11:15:37.344+01:00</updated><title type='text'>Entupidez</title><content type='html'>Hoje é dia de conclusões: o meu cérebro engorda. Seja lá em que hemisfério for. Engole tudo e mais alguma coisa e está mais gordo que nunca. E apesar de me estar sempre a dizer que é muito selectivo e só absorve sabedoria e conhecimento, nos últimos tempos só deixa entrar estupidez. E o problema da estupidez é aquele continuum infinito. Assim que começa nunca mais pára e, pior que tudo entope os canos cognitivos. Agora mesmo, que por acaso foi há uns dias, acabou de produzir mais um bocado. E dos grandes.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5741166444184738059-2962483312844647073?l=penafrenetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://penafrenetica.blogspot.com/feeds/2962483312844647073/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5741166444184738059&amp;postID=2962483312844647073' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5741166444184738059/posts/default/2962483312844647073'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5741166444184738059/posts/default/2962483312844647073'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://penafrenetica.blogspot.com/2011/06/entupidez.html' title='Entupidez'/><author><name>Pena Frenética</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08589582573660673658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/-LeSnzv4EdTw/TkQA7NmQ7OI/AAAAAAAAAE0/oEsYFUA0O2Q/s220/263440_1737278725118_1633110173_1265147_4916516_n.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5741166444184738059.post-1823214397823758947</id><published>2011-06-08T11:04:00.003+01:00</published><updated>2011-06-08T11:05:33.497+01:00</updated><title type='text'>Vintage</title><content type='html'>Hoje gosto mais do que já foi. Acho que o meu cérebro ficou vintage. O que, às vezes, é uma chatice porque resolve agarrar-se às memórias e começar a reinterpretá-las. E uma memória é o que é. E se a ponho a concorrer com o ‘hoje’, começam, por comparações, a ficar com defeito. E eu odeio memórias com defeito. Mas, hoje em dia, só para me aborrecer ando cheio delas. E como se não bastasse estou com excesso de stocks. Talvez tenha de tirar as memórias do armazém e começar hoje a criar umas novas. Daquelas que só se irão tornar vintage daqui as uns dez ou quinze anos. Se eu me lembrar delas, claro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5741166444184738059-1823214397823758947?l=penafrenetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://penafrenetica.blogspot.com/feeds/1823214397823758947/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5741166444184738059&amp;postID=1823214397823758947' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5741166444184738059/posts/default/1823214397823758947'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5741166444184738059/posts/default/1823214397823758947'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://penafrenetica.blogspot.com/2011/06/vintage.html' title='Vintage'/><author><name>Pena Frenética</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08589582573660673658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/-LeSnzv4EdTw/TkQA7NmQ7OI/AAAAAAAAAE0/oEsYFUA0O2Q/s220/263440_1737278725118_1633110173_1265147_4916516_n.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5741166444184738059.post-295531850389062165</id><published>2011-06-01T19:01:00.000+01:00</published><updated>2011-06-01T19:01:50.093+01:00</updated><title type='text'>De-certeza-absoluta</title><content type='html'>Porque raio pregaram este semáforo bem no meio do meu caminho?, gritou para dentro com todo o fulgor que os seus pulmões lhe permitiam naquele momento. Verde, encarnado, verde, encarnado. Será que não podia passar à tangente pelo laranja? Será que o semáforo está mesmo no meu caminho ou será que sou eu que imagina por lá? Miguel pensava, cada vez com mais força de vontade, se não se teria enganado algumas ruas atrás e cortado à direita, quando o fadinho lhe dava toda a prioridade pela esquerda. Talvez fosse isso mesmo e este compasso de espera não passasse de um pedaço perdido da sua  imaginação. ‘Fértil’, afirmou 'é o que todos dizem'. Apesar disso lhe vir à cabeça neste momento, Miguel não encontrava a resposta mesmo depois de ter revoltado memórias e pensamentos, não conseguindo voltá-los a pôr no mesmo sítio. ‘Depois arrumam-se.’ Dizem que tudo se arruma, de uma maneira ou de outra. Essa era a sua luzinha. A única coisa em que quase podia confiar. Mesmo que os seus dias de hoje se fizessem mais de dúvidas do que de qualquer outra matéria, Miguel tinha, porém uma única certeza que gritou para quem quis ouvir: ‘não admito competir com a banalidade. Não será justo para ela.’&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5741166444184738059-295531850389062165?l=penafrenetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://penafrenetica.blogspot.com/feeds/295531850389062165/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5741166444184738059&amp;postID=295531850389062165' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5741166444184738059/posts/default/295531850389062165'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5741166444184738059/posts/default/295531850389062165'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://penafrenetica.blogspot.com/2011/06/de-certeza-absoluta.html' title='De-certeza-absoluta'/><author><name>Pena Frenética</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08589582573660673658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/-LeSnzv4EdTw/TkQA7NmQ7OI/AAAAAAAAAE0/oEsYFUA0O2Q/s220/263440_1737278725118_1633110173_1265147_4916516_n.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5741166444184738059.post-3682770204270388923</id><published>2011-05-30T23:18:00.002+01:00</published><updated>2011-05-30T23:18:50.313+01:00</updated><title type='text'>Toca-não-toca</title><content type='html'>Miguel sentou-se no chão e esperou. Pela primeira vez não tocou. Primeiro estranhou, depois entranhou mesmo. Os hábitos são perigosos, pensou. Ora nos descansam, ora nos enfurecem. Que merda esta dos sentimentos-duplos. Pela primeira vez não tocou. Miguel elouqueceu-se na espera. Perdeu-se no tempo. E nem sabia se queria voltar a encontrar-se. Pela primeira vez não tocou. Não denunciou aquele conforto que cheira a almofadas fofas de sofá. Que cheira ao entrar em casa. Pela primeira vez não tocou. Mas tocou-lhe fundo. Encontrou-se nele camadas desconhecidas de sentir. Descobriu-se dor e manchas de desprezo gravadas na alma. Pela primeira vez não tocou. E Miguel chorou. Para dentro. Pela vergonha. Pela solidão. Pelas perguntas que não têm resposta. Pelo que é ou parece ser. Pelo filme e pelo intervalo. Pela desconfiança da vida em redor. Pela teia que a aranha começou a tecer à volta das suas dúvidas. Pela primeira vez não tocou. E isso tocou-lhe bem fundo. Tão fundo que Miguel nem sabia se aquele fundo era dele. Pela primeira vez não tocou. Mas quem sabe se não tocará em breve. Nem que seja por breves momentos. Nem que seja por uma fracção tão pequena de segundo, mais longa que o abrir e fechar de olhos. Pela primeira vez não tocou. E há sempre uma primeira vez para tudo, pensou.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5741166444184738059-3682770204270388923?l=penafrenetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://penafrenetica.blogspot.com/feeds/3682770204270388923/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5741166444184738059&amp;postID=3682770204270388923' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5741166444184738059/posts/default/3682770204270388923'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5741166444184738059/posts/default/3682770204270388923'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://penafrenetica.blogspot.com/2011/05/toca-nao-toca.html' title='Toca-não-toca'/><author><name>Pena Frenética</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08589582573660673658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/-LeSnzv4EdTw/TkQA7NmQ7OI/AAAAAAAAAE0/oEsYFUA0O2Q/s220/263440_1737278725118_1633110173_1265147_4916516_n.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5741166444184738059.post-3152946054937955776</id><published>2011-05-30T16:46:00.000+01:00</published><updated>2011-05-30T16:46:45.376+01:00</updated><title type='text'>Burn-it-down!</title><content type='html'>Ainda quente dos fragmentos de vontade que se passeavam nos seus neurónios meio-desertos, Miguel teve a coragem de levar o seu i.pod ao ouvido. Sabia que a dor iria percorrer todos os seu pedaços. Mas a vida é assim: um enorme cheque em branco que alguém vai preenchendo como realmente lhe apetece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;We'll rise above this &lt;br /&gt;We'll cry about this&lt;br /&gt; As we live and learn &lt;br /&gt;A broken promise&lt;br /&gt; I was not honest &lt;br /&gt;Now I watch as tables turn &lt;br /&gt;And you're singing&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I'll wait my turn &lt;br /&gt;To tear inside you&lt;br /&gt; Watch you burn &lt;br /&gt;I'll wait my turn&lt;br /&gt; I'll wait my turn&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I'll cry about this &lt;br /&gt;And hide my cuckold eyes &lt;br /&gt;As you come off all concerned&lt;br /&gt; And I'll find no solace&lt;br /&gt; In your poor apology&lt;br /&gt; In your regret that sounds absurd &lt;br /&gt;Keep singing&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I'll wait my turn&lt;br /&gt; To tear inside you &lt;br /&gt;Watch you burn &lt;br /&gt;And I'll wait my turn &lt;br /&gt;To terrorize you &lt;br /&gt;Watch you burn&lt;br /&gt; I'll wait my turn &lt;br /&gt;I'll wait my turn&lt;br /&gt;A Promise is a promise &lt;br /&gt;A Promise is a promise&lt;br /&gt; A Promise is a promise &lt;br /&gt;A Promise is a promise &lt;br /&gt;And I'll wait my turn&lt;br /&gt; To tear inside yo&lt;br /&gt;u Watch you burn &lt;br /&gt;I'll wait my turn&lt;br /&gt; I'll wait my turn&lt;br /&gt;A broken promise&lt;br /&gt; You were not honest &lt;br /&gt;I'll bide my time &lt;br /&gt;I'll wait my turn&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim ficou em loop, o resto da tarde. O semáforo, o mesmo de sempre, apenas se deixou ficar encarnado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(nota: pela primeira vez na história deste blog existe uma transcrição de um texto, neste caso um poema - Broken Promise - de Brian Molko, Placebo. Thanks Brian)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5741166444184738059-3152946054937955776?l=penafrenetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://penafrenetica.blogspot.com/feeds/3152946054937955776/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5741166444184738059&amp;postID=3152946054937955776' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5741166444184738059/posts/default/3152946054937955776'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5741166444184738059/posts/default/3152946054937955776'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://penafrenetica.blogspot.com/2011/05/burn-it-down.html' title='Burn-it-down!'/><author><name>Pena Frenética</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08589582573660673658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/-LeSnzv4EdTw/TkQA7NmQ7OI/AAAAAAAAAE0/oEsYFUA0O2Q/s220/263440_1737278725118_1633110173_1265147_4916516_n.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5741166444184738059.post-2484186634413649135</id><published>2011-05-22T15:55:00.001+01:00</published><updated>2011-06-08T09:29:01.909+01:00</updated><title type='text'>Fogo-d´água</title><content type='html'>Água, Miguel precisava desesperadamente de água. Todo ele se sentia seco, incluindo mesmo a parte de trás do coração. Tinha chorado tudo nos últimos dias. E, no final de contas, não era um camelo, no sentido literal, para conseguir armazenar água para vários dias. Mas, em todos os outros sentidos, era assim que se sentia. Ainda pensou que se adicionasse um ‘T’ à sua condição miserável, ainda podia e ia, com certeza, mudar o rumo da história. Assim, sempre seria uma história redonda como a távola e gloriosa como a vitória de amor verdadeiro. Mas, mesmo com o sinal verde a cair, não o conseguia. A história era aquela e mais nenhuma. Por mais que insistisse, nada. Era assim. Por isso, mesmo a medo, Miguel ganhou finalmente coragem e iniciou timidamente, mas num tom definitivo, a sua marcha, rumo ao outro lado da rua. Sim, eram tímidos e sentidamente tremidos. A puta daquela imagem não lhe saía da cabeça. ‘Miguel há só um, e esse sou eu.’ Miguel tinha-se tornado ao longo dos últimos tempos um ser desatento. Nunca havia percebido que um Miguel tem de estar sempre alerta e que ajudava ter feito o seviço militar nos Comandos. Como isso não aconteceu, desatentou-se. E era agora, passados alguns poucos anos, que factura vinha servida sob a forma do inesperado e do inacreditável. A puta daquela imagem continuava a não sair dali, parecia instalada, sem pedir permissão, bem nos lobos frontais da cabeça de Miguel. Se é que ele, neste momento ainda a conseguisse possuir. Fazer zapping cerebral parecia-lhe uma coisa acertada fazer naquele momento. Não estava a conseguir. Pensou ‘Vou apagar’. Mas,Miguel sabia que há coisas que não se apagam, têm mesmo de ser queimadas. O problema é que ele não fumava. Não havia lá em casa, nem um pequeno isqueiro ou caixa de fósforos. Não tinha, mas havia maneira de o arranjar. Porque no fundo no fundo, é possível que ainda se venha a queimar, nem que seja com um copo de água quente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5741166444184738059-2484186634413649135?l=penafrenetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://penafrenetica.blogspot.com/feeds/2484186634413649135/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5741166444184738059&amp;postID=2484186634413649135' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5741166444184738059/posts/default/2484186634413649135'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5741166444184738059/posts/default/2484186634413649135'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://penafrenetica.blogspot.com/2011/05/fogo-dagua.html' title='Fogo-d´água'/><author><name>Pena Frenética</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08589582573660673658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/-LeSnzv4EdTw/TkQA7NmQ7OI/AAAAAAAAAE0/oEsYFUA0O2Q/s220/263440_1737278725118_1633110173_1265147_4916516_n.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5741166444184738059.post-5733493851992331499</id><published>2011-05-14T19:00:00.001+01:00</published><updated>2011-05-14T19:01:20.440+01:00</updated><title type='text'>Destino-remarcado</title><content type='html'>Miguel pensou ‘O meu futuro é o presente. É o hoje, o aqui, o agora.’ O sinal vermelho caía. O presente também. O passado desmoronava-se a cada palavra. Até um simples castelo de cartas era mais sólido e forte. Miguel fechava os olhos. Recusava-se a ver o presente. O sinal verde abriu. O presente era envenenado. A vida passava a intermitente. Miguel recusava-se a abrir os olhos, alagados agora em lágrimas, que vinham da nascente das entranhas. As entranhas pouco podiam fazer, a não serem elas mesmas. O sinal ficou encarnado. Miguel por ali se ficou mais uns momentos, antes de seguir em frente. O choque era inevitável. Miguel sabia-o bem, desde o primeiro momento. Evitava-o a todo o custo. Construiu argumentos e descobriu evidências e sinais. Mas o destino estava mesmo traçado. E com o destino não se brinca, pensou Miguel. O destino sabe sempre muito mais que eu.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5741166444184738059-5733493851992331499?l=penafrenetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://penafrenetica.blogspot.com/feeds/5733493851992331499/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5741166444184738059&amp;postID=5733493851992331499' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5741166444184738059/posts/default/5733493851992331499'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5741166444184738059/posts/default/5733493851992331499'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://penafrenetica.blogspot.com/2011/05/destino-marcado.html' title='Destino-remarcado'/><author><name>Pena Frenética</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08589582573660673658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/-LeSnzv4EdTw/TkQA7NmQ7OI/AAAAAAAAAE0/oEsYFUA0O2Q/s220/263440_1737278725118_1633110173_1265147_4916516_n.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5741166444184738059.post-3211798027678456941</id><published>2011-05-04T19:33:00.002+01:00</published><updated>2011-05-04T19:33:59.798+01:00</updated><title type='text'>Meia-volta</title><content type='html'>Miguel olhou, de novo, em frente. Não conseguia ver o fim da rua, que estava invadida de ruídos e intersecções. Manteve-se imóvel mais uns momentos. Todos os ruídos e intersecções passam, pensou. O que Miguel não sabia era quando e que consequências iriam trazer à sua alma. Estava descontrolado, desgovernado, envergonhado e, acima de tudo, inseguro. Decidiu avançar. Pior não poderia ficar. Os primeiros passos foram dolorosos, pesados, repletos de apalpadelas e incertezas. O problema é que os segundos foram exactamente iguais aos primeiros. Arredou pé e voltou ao semáforo. Provavelmente vai ter de esperar que o sinal vermelho volte a cair. E aí, avançar com toda a força. Sem medo do que aí vem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5741166444184738059-3211798027678456941?l=penafrenetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://penafrenetica.blogspot.com/feeds/3211798027678456941/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5741166444184738059&amp;postID=3211798027678456941' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5741166444184738059/posts/default/3211798027678456941'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5741166444184738059/posts/default/3211798027678456941'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://penafrenetica.blogspot.com/2011/05/meia-volta.html' title='Meia-volta'/><author><name>Pena Frenética</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08589582573660673658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/-LeSnzv4EdTw/TkQA7NmQ7OI/AAAAAAAAAE0/oEsYFUA0O2Q/s220/263440_1737278725118_1633110173_1265147_4916516_n.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5741166444184738059.post-3909530531493327946</id><published>2011-05-03T12:40:00.001+01:00</published><updated>2011-06-01T19:02:42.021+01:00</updated><title type='text'>Vai-não-vai.</title><content type='html'>Miguel olhou em frente e ficou imóvel. Petrificado. Inerte. Sem reação. Não olhou para um lado, nem para o outro. Não esperou o sinal verde, mas também não atravessou. Ainda lhe faltava aquele nome feminino sinónimo de segurança íntima ou convicção do próprio valor ou segurança de alguém que crê em alguém ou alguma coisa. Noutras alturas é sinónimo de certeza, crédito, ânimo. Miguel ainda não a tinha. Deixou cair o sinal encarnado e deixou-se ficar. Imóvel. Petrificado. Inerte.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5741166444184738059-3909530531493327946?l=penafrenetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://penafrenetica.blogspot.com/feeds/3909530531493327946/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5741166444184738059&amp;postID=3909530531493327946' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5741166444184738059/posts/default/3909530531493327946'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5741166444184738059/posts/default/3909530531493327946'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://penafrenetica.blogspot.com/2011/05/vai-nao-vai.html' title='Vai-não-vai.'/><author><name>Pena Frenética</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08589582573660673658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/-LeSnzv4EdTw/TkQA7NmQ7OI/AAAAAAAAAE0/oEsYFUA0O2Q/s220/263440_1737278725118_1633110173_1265147_4916516_n.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5741166444184738059.post-2947985846267497982</id><published>2011-05-02T11:39:00.001+01:00</published><updated>2011-05-02T12:44:56.199+01:00</updated><title type='text'>Cola-cola</title><content type='html'>Miguel olhava para o seu coração outra vez. Era a vigésima quinta em poucos minutos. Já se sentia incapaz de ver em quantos pedaços estava partido. Talvez antes partido que em teia-de-aranha. Assim não parece que está, mas não está. Desejou que fosse um puzzle onde pudesse juntar todas as peças, mesmo que sem números por trás, e fazê-lo funcionar de novo. Sempre odiou ter de apanhar cacos e colá-los uns aos outros. Dá sempre um Frankenstein. E Miguel odiava o seu coração-Frankenstein. Desta vez, porém não parecia haver solução à vista. A única dúvida é se deverá ser com Supercola3 ou HUH para papel.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5741166444184738059-2947985846267497982?l=penafrenetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://penafrenetica.blogspot.com/feeds/2947985846267497982/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5741166444184738059&amp;postID=2947985846267497982' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5741166444184738059/posts/default/2947985846267497982'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5741166444184738059/posts/default/2947985846267497982'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://penafrenetica.blogspot.com/2011/05/cola-cola.html' title='Cola-cola'/><author><name>Pena Frenética</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08589582573660673658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/-LeSnzv4EdTw/TkQA7NmQ7OI/AAAAAAAAAE0/oEsYFUA0O2Q/s220/263440_1737278725118_1633110173_1265147_4916516_n.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5741166444184738059.post-3040798719252350761</id><published>2011-03-20T16:04:00.001Z</published><updated>2011-03-20T16:04:27.963Z</updated><title type='text'>Medo</title><content type='html'>O medo é uma marca registada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5741166444184738059-3040798719252350761?l=penafrenetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://penafrenetica.blogspot.com/feeds/3040798719252350761/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5741166444184738059&amp;postID=3040798719252350761' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5741166444184738059/posts/default/3040798719252350761'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5741166444184738059/posts/default/3040798719252350761'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://penafrenetica.blogspot.com/2011/03/medo.html' title='Medo'/><author><name>Pena Frenética</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08589582573660673658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/-LeSnzv4EdTw/TkQA7NmQ7OI/AAAAAAAAAE0/oEsYFUA0O2Q/s220/263440_1737278725118_1633110173_1265147_4916516_n.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5741166444184738059.post-6939637576590517409</id><published>2011-03-06T11:20:00.001Z</published><updated>2011-03-06T11:20:31.122Z</updated><title type='text'>Português Suave</title><content type='html'>O Português está suave. Não pensa que o dia está preso ao anterior. Não vê as costuras que vivem invisíveis entre as vinte e três e cinquenta e nove e a meia-noite  um. Atravessa-os e pronto. Está suave como lagoas de meio-dia viradas a sul. Suave como ditadores de algodão em parques de diversão. Esta preso. Preso ao ontem e ao comodismo genético que lhe está tatuado desde o primeiro choro ao ar livre. Está suave com os amigos, com os inimigos e personagens adjacentes. Está suave porque não aprendeu nada com a História.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5741166444184738059-6939637576590517409?l=penafrenetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://penafrenetica.blogspot.com/feeds/6939637576590517409/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5741166444184738059&amp;postID=6939637576590517409' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5741166444184738059/posts/default/6939637576590517409'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5741166444184738059/posts/default/6939637576590517409'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://penafrenetica.blogspot.com/2011/03/portugues-suave.html' title='Português Suave'/><author><name>Pena Frenética</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08589582573660673658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/-LeSnzv4EdTw/TkQA7NmQ7OI/AAAAAAAAAE0/oEsYFUA0O2Q/s220/263440_1737278725118_1633110173_1265147_4916516_n.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5741166444184738059.post-6993912364986220902</id><published>2011-01-09T19:59:00.001Z</published><updated>2011-01-09T19:59:33.355Z</updated><title type='text'>Não</title><content type='html'>Não, hoje é dia não. Não que me queixe do dia. Não que o odeie. Não que ele me odeie a mim. Não que o tempo esteja mau. Não que tudo sejam rosas. Não que tenha apostado tudo no preto e tenha saído o vermelho. Não que me odeie a mim próprio. Não que odeie os outros. Não que os outros me odeiem. Não que haja piores notícias que ontem. Não que haja melhores. Não que me esteja a apetecer partir ao meio palavras que recebi. Não que me apeteça o contrário. Não que o livro entreaberto me desperte para algo novo. Não que o novo me esteja a invadir como antes de ontem à tarde. Não que o resto que falta do domingo seja menos igual aos outros restos de domingo. Não que seja diferente. Não que tenha descoberto algo que já sabia há ‘nãos’ dias. Não que isso me tenha surpreendido. Não que tenha ficado ofendido com isso. Não que a sabedoria me tenha batido à porta e pedido para ficar. Não que se tenha ido embora sem bater. Não que o branco me traga mais experiência. Não que o tenha tentado pintar de outra cor. Não, não. Não que não tenha vontade de olhar, fechar os olhos, voltar a olhar e soltar um grito que se prende à garganta há meses a fio. Não que ele não venha mesmo lá do fundo. Não que não lhe vá dar tempo de antena algum destes dias. E posso crer, que não digo que não.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5741166444184738059-6993912364986220902?l=penafrenetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://penafrenetica.blogspot.com/feeds/6993912364986220902/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5741166444184738059&amp;postID=6993912364986220902' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5741166444184738059/posts/default/6993912364986220902'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5741166444184738059/posts/default/6993912364986220902'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://penafrenetica.blogspot.com/2011/01/nao.html' title='Não'/><author><name>Pena Frenética</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08589582573660673658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/-LeSnzv4EdTw/TkQA7NmQ7OI/AAAAAAAAAE0/oEsYFUA0O2Q/s220/263440_1737278725118_1633110173_1265147_4916516_n.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5741166444184738059.post-3402232523360549420</id><published>2010-11-25T19:45:00.001Z</published><updated>2010-11-25T19:45:10.025Z</updated><title type='text'>Mesas</title><content type='html'>Alberto ouvia-os falar. Talvez não tomasse atenção ao verdadeiro sentido das suas palavras. Talvez isso nem fosse o mais importante. Mas, sem conseguir explicar porquê, sentia-se bem a ouvi-los. Eram dois. Na realidade eram três, mas um deles quase nunca tinha a palavra, acenando de quando em vez com a cabeça, para dizer que sim, que concordava. Por isso, para Alberto, não contava. A cada palavra que saia das suas bocas, ele ia construindo a sua própria história. A pouco e pouco, a história crescia. Ganhava forma. Ganhava formas. Surgiam novas personagens. Novos enredos. Novos enganos. Novas verdades. Novas mentiras. Novas cores. Novos sons. Novas vidas. E quando era a sua vez de dizer ‘Era uma vez’, as duas pessoas e a outra que quase nunca tinha a palavra, acenando de quando em vez com a cabeça, para dizer que sim, que concordava, pediram um café ‘curto, se faz favor’ e sairam. Alberto ainda tentou continuar a escrever a sua própria história, mas já não conseguiu. Mudou de mesa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5741166444184738059-3402232523360549420?l=penafrenetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://penafrenetica.blogspot.com/feeds/3402232523360549420/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5741166444184738059&amp;postID=3402232523360549420' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5741166444184738059/posts/default/3402232523360549420'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5741166444184738059/posts/default/3402232523360549420'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://penafrenetica.blogspot.com/2010/11/mesas.html' title='Mesas'/><author><name>Pena Frenética</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08589582573660673658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/-LeSnzv4EdTw/TkQA7NmQ7OI/AAAAAAAAAE0/oEsYFUA0O2Q/s220/263440_1737278725118_1633110173_1265147_4916516_n.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5741166444184738059.post-6446826908908735934</id><published>2010-11-15T23:45:00.001Z</published><updated>2010-11-15T23:51:19.285Z</updated><title type='text'>Atordoada não é morta</title><content type='html'>Esta manhã quando abri o armário ali estava ela. Morta para sair dali. E eu mortinho por ela lá continuar. Empurrámos a porta um contra o outro. Ali estivemos durante uns cinco minutos. E cinco minutos de manhã é uma eternidade. Quase que me atrasava para apanhar o metro. E cinco minutos de metro são para aí duas ou três estações. Por fim, e depois de alguns empurrões mais drásticos lá a voltei a colocar dentro do armário. Mas desta vez, ao contrário de há dois anos atrás, ela estava a querer voltar à vida em grande força. Hoje ainda conseguiu pôr cá fora quatro memórias e um momento único. E eu que pensava que já tinha eliminado tudo o que era preciso para ela se manter morta. Mesmo morta. Mas desta vez, quando a empurrei foi de vez. Pela fechadura, enchi-a de momentos cheios de presente. Ela não resistiu. Era mais forte que ela. E o presente é sempre mais forte que o passado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5741166444184738059-6446826908908735934?l=penafrenetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://penafrenetica.blogspot.com/feeds/6446826908908735934/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5741166444184738059&amp;postID=6446826908908735934' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5741166444184738059/posts/default/6446826908908735934'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5741166444184738059/posts/default/6446826908908735934'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://penafrenetica.blogspot.com/2010/11/atordoada-nao-e-morta.html' title='Atordoada não é morta'/><author><name>Pena Frenética</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08589582573660673658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/-LeSnzv4EdTw/TkQA7NmQ7OI/AAAAAAAAAE0/oEsYFUA0O2Q/s220/263440_1737278725118_1633110173_1265147_4916516_n.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5741166444184738059.post-5626849391786629231</id><published>2010-11-13T23:37:00.001Z</published><updated>2010-11-13T23:37:05.613Z</updated><title type='text'>Astrologices</title><content type='html'>Seja como for, espero que os astros se mantenham sempre redondos. Não sei explicar, mas gosto deles assim,...mais orgânicos. Para começar, detesto quadrados. Viram sempre os lados de costas uns para os outros e dificilmente saem do sítio. Nunca ninguém viu um astro quadrado. Seja planeta, animal ou pessoa. Apenas os que não são astros, são quadrados. Por acaso, ou não, até conheço muitos quadrados que se julgam astros. E com tal índice de iluminação que quase cegam.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5741166444184738059-5626849391786629231?l=penafrenetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://penafrenetica.blogspot.com/feeds/5626849391786629231/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5741166444184738059&amp;postID=5626849391786629231' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5741166444184738059/posts/default/5626849391786629231'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5741166444184738059/posts/default/5626849391786629231'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://penafrenetica.blogspot.com/2010/11/astrologices.html' title='Astrologices'/><author><name>Pena Frenética</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08589582573660673658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/-LeSnzv4EdTw/TkQA7NmQ7OI/AAAAAAAAAE0/oEsYFUA0O2Q/s220/263440_1737278725118_1633110173_1265147_4916516_n.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5741166444184738059.post-8238257282571993262</id><published>2010-11-13T10:54:00.001Z</published><updated>2010-11-13T10:54:47.771Z</updated><title type='text'>Rumo</title><content type='html'>O inferno são olhares perdidos&lt;br /&gt;Em busca de coisas.&lt;br /&gt;Coisas que façam sentido,&lt;br /&gt;Pelo menos qualquer sentido,&lt;br /&gt;Que desfaça mil direcções indefinidas.&lt;br /&gt;Que me leve para bem longe&lt;br /&gt;Da mob que continua sem encontrar rumo,&lt;br /&gt;E que me faz perder o meu.&lt;br /&gt;Sim, talvez lá longe esteja o sentido&lt;br /&gt;Para qualquer coisa ou parte de mim.&lt;br /&gt;E quando o encontrar, &lt;br /&gt;Apenas poderei dizer:&lt;br /&gt;‘Então, tu por aqui?’&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5741166444184738059-8238257282571993262?l=penafrenetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://penafrenetica.blogspot.com/feeds/8238257282571993262/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5741166444184738059&amp;postID=8238257282571993262' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5741166444184738059/posts/default/8238257282571993262'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5741166444184738059/posts/default/8238257282571993262'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://penafrenetica.blogspot.com/2010/11/rumo.html' title='Rumo'/><author><name>Pena Frenética</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08589582573660673658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/-LeSnzv4EdTw/TkQA7NmQ7OI/AAAAAAAAAE0/oEsYFUA0O2Q/s220/263440_1737278725118_1633110173_1265147_4916516_n.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5741166444184738059.post-6809169739951774333</id><published>2010-11-13T10:48:00.000Z</published><updated>2010-11-13T23:39:58.527Z</updated><title type='text'>Branca, como a clara das neves.</title><content type='html'>Mais uma vez estava branca e sem sinal para começar. Olhou em volta e procurou inspiração, mesmo onde ela parecia não existir. Apertou a cabeça, esventrou a letargia e cansou-se. Cansou-se de esperar, de olhar em volta, de iniciar a viagem. Cansou-se de colidir com o vazio. Cansou-se de bater sempre às mesmas portas. Pedia-se um choque frontal, que acabasse com o gerúndio dos dias, com esse mundo de dias cozidos uns aos outros. Com uma teia de neurónios urbanos enganados que viajam em piloto-automático.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5741166444184738059-6809169739951774333?l=penafrenetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://penafrenetica.blogspot.com/feeds/6809169739951774333/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5741166444184738059&amp;postID=6809169739951774333' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5741166444184738059/posts/default/6809169739951774333'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5741166444184738059/posts/default/6809169739951774333'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://penafrenetica.blogspot.com/2010/11/branca-como-clara-das-neves.html' title='Branca, como a clara das neves.'/><author><name>Pena Frenética</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08589582573660673658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/-LeSnzv4EdTw/TkQA7NmQ7OI/AAAAAAAAAE0/oEsYFUA0O2Q/s220/263440_1737278725118_1633110173_1265147_4916516_n.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5741166444184738059.post-7921378789963101872</id><published>2010-11-13T10:40:00.001Z</published><updated>2010-11-13T10:52:19.456Z</updated><title type='text'>Artigo indefinido</title><content type='html'>Nunca pára.&lt;br /&gt;Respira disforme a consciência &lt;br /&gt;de quem não a tem.&lt;br /&gt;Suporta e separa a vida &lt;br /&gt;De uma existência das 9 às 5.&lt;br /&gt;Arrota vocábulos &lt;br /&gt;Que se perdem por entre segundo escondidos.&lt;br /&gt;Escolhe assim.&lt;br /&gt;É mais fácil.&lt;br /&gt;Prefere o vazio das palavras inconscientes,&lt;br /&gt;À responsabilidade de ver mais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5741166444184738059-7921378789963101872?l=penafrenetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://penafrenetica.blogspot.com/feeds/7921378789963101872/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5741166444184738059&amp;postID=7921378789963101872' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5741166444184738059/posts/default/7921378789963101872'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5741166444184738059/posts/default/7921378789963101872'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://penafrenetica.blogspot.com/2010/11/artigo-indefinido.html' title='Artigo indefinido'/><author><name>Pena Frenética</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08589582573660673658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/-LeSnzv4EdTw/TkQA7NmQ7OI/AAAAAAAAAE0/oEsYFUA0O2Q/s220/263440_1737278725118_1633110173_1265147_4916516_n.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5741166444184738059.post-6602846730714803448</id><published>2010-11-13T10:35:00.001Z</published><updated>2010-11-13T10:35:48.234Z</updated><title type='text'>Vodka-laranja</title><content type='html'>Se alguém me oferecesse um politico pelo meu aniversário atirava-o para uma tigela. Mas não se pense que lhe deitava leite por cima e o comia ao pequeno-almoço. Afogava-o em vodka. Mas quando ele pensasse que o ia saborear pela manhã com um travo sofisticado a laranja, puro engano. Ateava-lhe fogo e depois, para parecer que o queria salvar, pegava no extintor e apagava-o, na verdadeira acepção da palavra.Claro que depois viriam as autoridades fazer-me milhares de perguntas. ‘Onde estava o politico antes de entrar no prato?’ e muitas outras. ‘Vinha embrulhado numa caixa com um laço azul.’Claro que ninguém iria acreditar nisso. E eu inventava uma outra história qualquer, que deixasse o vodka de fora.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5741166444184738059-6602846730714803448?l=penafrenetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://penafrenetica.blogspot.com/feeds/6602846730714803448/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5741166444184738059&amp;postID=6602846730714803448' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5741166444184738059/posts/default/6602846730714803448'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5741166444184738059/posts/default/6602846730714803448'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://penafrenetica.blogspot.com/2010/11/vodka-laranja.html' title='Vodka-laranja'/><author><name>Pena Frenética</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08589582573660673658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/-LeSnzv4EdTw/TkQA7NmQ7OI/AAAAAAAAAE0/oEsYFUA0O2Q/s220/263440_1737278725118_1633110173_1265147_4916516_n.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5741166444184738059.post-5701774606551866833</id><published>2010-11-02T18:58:00.003Z</published><updated>2010-11-02T18:58:01.713Z</updated><title type='text'>Já</title><content type='html'>José tinha a certeza que o mundo ia acabar em 2012, como alguém há muito anos atrás, tinha previsto. Era impossível ser de outra maneira. O mundo corria de um lado para o outro, sem grande rumo, aproveitando estes últimos momentos. As pessoas levavam tudo ao limite. As amizades, os amores, as mentiras, as pressões, os olhares. Tudo como se não houvesse amanhã. Toda a gente com medo que alguém, com poderes divinos, resolvesse antecipar esta reunião cósmica. Por isso, a maratona continuava. Conta-se que havia pessoas a atrasarem os relógios vários anos, para terem aquela sensação de ainda faltar muito tempo. Como aqueles cinco minutos que, quando somos crianças, conseguimos ganhar à hora de ir deitar. Outros haviam optado por marcar vários eventos ao mesmo tempo, dedobrando-se em corpo e alma, conseguindo assim estar em dois sítios ao mesmo tempo. Outros ainda, compravam tempo aos mais desfavorecidos que, em troca, se tinham que colocar na fila nos primeiros lugares, quando o grande Fim chegassse. Depois de constatar esta realidade que o rodeava, José era ainda um homem em habituação ao fim do mundo. Nunca tinah ligado muito a isso, sempre foi o senhor do seu próprio tempo, até aquele dia. Sentiu um arrepio que o deixou imóvel a olhar para o relógio. ‘Ainda agora eram duas da tarde!’. Assim, decidiu que a partir daquele exacto momento também ia conseguir ser como o resto das pessoas. Seguir este padrão de comportamento que o ia deixar muito mais tranquilo para enfrentar e viver o tempo que faltava. Por isso, chegou-se ao balcão do café, a abarrotar de pessoas a viver intensamente, e olhou a empregada de frente. ‘Um café duplo, se faz favor!’. ‘É só um pouco que tem pessoas à frente’. apontando para a mole de gente que se acotovelava ali.  José, num gesto brusco, puxa de uma arma e dispara dois tiros. ‘Menos dois que chegam a 2012’. Em seguida, olhou novamente a empregada e disse: ‘Sorry, mas tenho de enviar hoje ainda!’&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5741166444184738059-5701774606551866833?l=penafrenetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://penafrenetica.blogspot.com/feeds/5701774606551866833/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5741166444184738059&amp;postID=5701774606551866833' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5741166444184738059/posts/default/5701774606551866833'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5741166444184738059/posts/default/5701774606551866833'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://penafrenetica.blogspot.com/2010/11/ja.html' title='Já'/><author><name>Pena Frenética</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08589582573660673658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/-LeSnzv4EdTw/TkQA7NmQ7OI/AAAAAAAAAE0/oEsYFUA0O2Q/s220/263440_1737278725118_1633110173_1265147_4916516_n.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5741166444184738059.post-5048880482234781314</id><published>2010-10-27T17:49:00.001+01:00</published><updated>2010-10-27T17:49:45.084+01:00</updated><title type='text'>Dia sim</title><content type='html'>Anibal conduzia aquele carro há já vários anos. E aquilo nem lhe fazia grande confusão. Levar, trazer. Olhar o espelho, ajeitar a gravata. O mesmo ritual. Abrir a porta, carregar, fechar a porta, carregar. Mas naquele dia, já com o carro em andamento sentia-se desconfortável. Não sabia bem porquê. Olhou-se ao espelho. Tudo normal. Olhou para os lados, nada. Parou o carro e dirigiu-se à traseira. Abriu vigorosamente a porta e olhou-o de frente. ‘Há anos que ando contigo de um lado para o outro e nunca houve confusões. O que é que se passa?’ Uns segundos e nada. Até que ouviu um ligeiro som vindo lá de dentro, como que pedindo para sair. ‘Mau, temos festa!’, pensou. Era a primeira vez que passava por aquilo. Agora é que se lembrava de querer sair, mesmo antes de chegar a casa. E nós que tínhamos um acordo, bem selado, há anos atrás. Nem eu fazia perguntas, nem ela me dava respostas. O som tornava-se mais aflitivo, à medida que passavam os segundos. Anibal começou a suar. Tirou o casaco e desmanchou o nó gravata preta. ‘Abro...., não abro.’ O som era cada vez mais estridente e aquilo começava a mexer-se mesmo. Esfregou os olhos e beliscou-se. Sim, era verdade. Chegou-se mais perto e, com uma mão numa das pegas, arrastou a tampa. Lá dentro nada, absolutamente nada. Hoje, aquele espaço era todo seu. E o dia também.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5741166444184738059-5048880482234781314?l=penafrenetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://penafrenetica.blogspot.com/feeds/5048880482234781314/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5741166444184738059&amp;postID=5048880482234781314' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5741166444184738059/posts/default/5048880482234781314'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5741166444184738059/posts/default/5048880482234781314'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://penafrenetica.blogspot.com/2010/10/dia-sim.html' title='Dia sim'/><author><name>Pena Frenética</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08589582573660673658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/-LeSnzv4EdTw/TkQA7NmQ7OI/AAAAAAAAAE0/oEsYFUA0O2Q/s220/263440_1737278725118_1633110173_1265147_4916516_n.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5741166444184738059.post-4861778089949359730</id><published>2010-10-10T22:20:00.000+01:00</published><updated>2010-10-10T22:20:06.138+01:00</updated><title type='text'>10-10-10</title><content type='html'>Passavam já dez minutos das dez quando ele chegou à porta. Estava outra vez dez minutos atrasado. Hesitou em tocar à campainha. Era já a décima vez que o fazia neste mês de Outubro. Por muito que tentasse não conseguia. Já tinha tentado adiantar esses dez minutos, mas fosse por que caminho fosse, arranjava sempre maneira de os perder. Andava a pensar em adiantar vinte, mas isso só daqui a dez anos. Tocou e esperou a resposta. Nada. Voltou a tocar. À décima vez desistiu. Sentou-se no chão da entrada, naquela pedra que gelava dez vezes mais que o frio que se entranhava no corpo. Ao fundo ouvia as badaladas da torre: 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9,...Esperou e nada. Tinha chegado uma hora mais cedo. Olhou de novo o relógio e acertou os ponteiros. Sorriu.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5741166444184738059-4861778089949359730?l=penafrenetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://penafrenetica.blogspot.com/feeds/4861778089949359730/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5741166444184738059&amp;postID=4861778089949359730' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5741166444184738059/posts/default/4861778089949359730'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5741166444184738059/posts/default/4861778089949359730'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://penafrenetica.blogspot.com/2010/10/10-10-10.html' title='10-10-10'/><author><name>Pena Frenética</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08589582573660673658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/-LeSnzv4EdTw/TkQA7NmQ7OI/AAAAAAAAAE0/oEsYFUA0O2Q/s220/263440_1737278725118_1633110173_1265147_4916516_n.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5741166444184738059.post-7501707215196502537</id><published>2010-09-29T16:13:00.000+01:00</published><updated>2010-09-29T16:14:47.771+01:00</updated><title type='text'>Errar é umano</title><content type='html'>Desde sempre que erro. Antes axava um desperdício de tempo. Era uma frustração. Daquelas que só têm princípio e nunca, mas nunca, mais acabam. Mas oje, aprendi que errar fas parte da vida. Enriquesse-me. Às vezes, axo que devia errar mais. Cada vez que erro, a vida enssiname novas coisas. Umas são boas, outras nem por iço. Mas nem toda a jente pensa assim. O facto de nem todos pensarem da mesma maneira, até é positivo. O problema, é quando se considera que o erro é coisa má, almaldissuada, que nunca se pode repetir. Quem erra é burro. Pois, mas quem faz tudo bem, não sai da sepa torta. Não arrisca a fazer de outra maenira. É sempre tudo igual. Quem não erra é munótono. Eu já fui muito monótono. Fazia tudo tão sertinho que até xateava. A mim próprio, ainda mais que aos outros. Por isso, oje escolhi errar. Deliberadamente. Sem ninguém para me atormentar as palavras. Mas já aprendi alguma coisa. Que tenho que aprender a escrever. Aqui os erros pagam-se muito caro. E estou com saldo negativo de erros.nota: este testo não foi escrito segundo nenhum acordo ortougrafico&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5741166444184738059-7501707215196502537?l=penafrenetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://penafrenetica.blogspot.com/feeds/7501707215196502537/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5741166444184738059&amp;postID=7501707215196502537' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5741166444184738059/posts/default/7501707215196502537'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5741166444184738059/posts/default/7501707215196502537'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://penafrenetica.blogspot.com/2010/09/errar-e-umano.html' title='Errar é umano'/><author><name>Pena Frenética</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08589582573660673658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/-LeSnzv4EdTw/TkQA7NmQ7OI/AAAAAAAAAE0/oEsYFUA0O2Q/s220/263440_1737278725118_1633110173_1265147_4916516_n.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5741166444184738059.post-8461659593811656053</id><published>2010-09-28T10:15:00.001+01:00</published><updated>2010-09-28T10:15:16.515+01:00</updated><title type='text'>Samarit_ano</title><content type='html'>Há dias assim. Sentia-me um samaritano. Dos bons. Deixei-me envolver por este sentimento e olhava tranquilo para anteontem. Contava as minhas samaritanices dos últimos dias. Estava feliz. Quando se faz o bem, mais bem virá para ser feito. E assim foi. Fazer o bem é um vício, mas também uma corrida de 100 metros. E com muitas barreiras. Tem que ser feito depressa e, muito, bem. Caso contrário o que é um acto samaritano, transforma-se subitamente, num acto apenas conhecido com de mera incompetência lógica. Ora, estava agora confrontado com uma destas situações. Ou faço depressa e bem, ou sou um incompetente. Mas, talvez estes actos de bem fazer, e de fazer bem, devessem ter uma outra perspectiva. Uma visão simples de que o tempo não se inventa, ou por outro lado, alguém inventou que cada dia tem 24 horas, uma semana tem 7 dias e por aí fora, até chegarmos a séculos e étecetera. Se nos regemos por este tipo de tempo, controladinho pelo relógio suíço, e também de outras nacionalidades, o melhor é ter tempo para fazer o bem, mas também para dormir e poder voltar a fazê-lo de cabeça fresca. E que tal se tivessem pedido para fazer bem, uns dias mais cedo? Ao que parece, alguns estudos efectuados por institutos reconhecidos internacionalmente, comprovam que há a tendência de pedir ontem para fazer o bem para ontem. E parece ser normal aceitar-se isso como modo de vida. Se ontem já passou para que servem as coisas? Eu tenho uma teoria: é para tapar a incompetência de quem pede. Felizmente, ando a pedir poucas coisas ultimamente. E a última que pedi foi um pastel de nata e demoraram-me anos a trazê-lo. Incompetentes.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5741166444184738059-8461659593811656053?l=penafrenetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://penafrenetica.blogspot.com/feeds/8461659593811656053/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5741166444184738059&amp;postID=8461659593811656053' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5741166444184738059/posts/default/8461659593811656053'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5741166444184738059/posts/default/8461659593811656053'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://penafrenetica.blogspot.com/2010/09/samaritano.html' title='Samarit_ano'/><author><name>Pena Frenética</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08589582573660673658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/-LeSnzv4EdTw/TkQA7NmQ7OI/AAAAAAAAAE0/oEsYFUA0O2Q/s220/263440_1737278725118_1633110173_1265147_4916516_n.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5741166444184738059.post-80685102080778978</id><published>2010-09-27T12:36:00.000+01:00</published><updated>2010-09-27T12:39:48.539+01:00</updated><title type='text'>Ausente, volto já.</title><content type='html'>Sempre ausente. Ele acabava de ouvir estas palavras cantadas por um génio. Hoje, sem saber bem porquê soaram-lhe a verdade. A uma verdade tão intensa que não teve qualquer dificuldade em aceitá-las. Abriu-lhes a porta do seu mais íntimo ser e deixou-as permanecer ali. Sim, sentia-se ausente. Estava e não estava. Via e não via. Vivia e não vivia. Nem eram só os dias todos iguais, estatisticamente aceites por todos os que o rodeavam, que o deixavam incomodado. Era aquela sensação que não tem explicação. Só se sente e pronto. Um início de mau-estar que não é mal e muito menos é estar. É um arrastamento da respiração que  não sabe quando vai parar. De respirar. Prolonga-se alguma coisa que não leva a lugar algum. Talvez o GPS do seu cérebro estivesse avariado. Ou talvez aquela senhora que sabe sempre para onde vai, tivesse ido mesmo, para qualquer sítio e o tivesse deixado ali. À mercê do caminho. Ainda pensou que fosse um daqueles dias que sabem a nada, desde que se acorda e que depois, com o andar dos episódios do dia, vai ganhando sabor. Nada. Olhou em redor e tentou encontrar alguma coisa que o trouxesse de volta. Nada outra vez. Fechou os olhos e bateu à sua porta. As pancadas eram ocas. Faziam eco de alguma coisa. Sem dúvida, eco de si próprio. A porta abriu-se, como se ele tivesse a chave. Estava sem mobília. Só o espaço, o chão. As paredes brancas, nuas, envergonhadas. Silêncio. Tudo lhe era familiar. Não estava, não era. Chegou-se à janela e abriu-a corajosamente. Longe dali, a música percorria o ar em pequenas notas, pausadas, sinceras, suas. Sim, sem dúvida precisava de Variações na sua ausência. Volto já.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5741166444184738059-80685102080778978?l=penafrenetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://penafrenetica.blogspot.com/feeds/80685102080778978/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5741166444184738059&amp;postID=80685102080778978' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5741166444184738059/posts/default/80685102080778978'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5741166444184738059/posts/default/80685102080778978'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://penafrenetica.blogspot.com/2010/09/ausente-volto-ja.html' title='Ausente, volto já.'/><author><name>Pena Frenética</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08589582573660673658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/-LeSnzv4EdTw/TkQA7NmQ7OI/AAAAAAAAAE0/oEsYFUA0O2Q/s220/263440_1737278725118_1633110173_1265147_4916516_n.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5741166444184738059.post-8705218497180368061</id><published>2010-04-22T16:30:00.001+01:00</published><updated>2010-04-22T16:30:58.167+01:00</updated><title type='text'>Matrioshka</title><content type='html'>Ainda me lembro daquele dia em que o pai de amigo meu regressou do Japão e trouxe uma boneca russa para a irmã dele, que hoje sei chamar-se Matrioshka. A boneca, não a irmã, claro. Essa é a Maria que por acaso também tinha um ar de boneca, mas era de cá. No início ainda achei aquilo encaixado nos meus padrões de normalidade. ‘Que pai querido!’, pensava comigo no caminho de casa. Mas ao dobrar uma esquina, a última antes de chegar e acenar para o Sr. Luís da mercearia, qualquer coisa deixou de bater certo naquela boneca. Nem era porque dentro dela havia milhares de outras bonecas, cada vez mais pequenas, até desaparecerem da minha vista. Nem tão pouco de ter um nome que, em português soava a marosca e a negócios menos claro. Intrigou-me a sua origem. Como é que uma boneca tão russa como aquela, vinha parar a Portugal, via Japão? Por momentos tive a maior das certezas que aquela boneca tinha fugido e se havia refugiado para Oriente, para fugir a um Kenosky qualquer que a maltratava. Ou se calhar pediu asilo político, porque aquilo por lá não estava fácil para uma mulher, quanto mais para muitas dentro dela. Será que tinha múltipla personalidade? Acho que nunca vou saber. Também nunca tive coragem de perguntar à boneca que era irmã do meu amigo. E muito menos ao pai dela, que eu suspeitava que era agente secreto, daqueles que vão todos os dias para o escritório de advogados, mas têm passagens secretas que se comandam a partir do cinzeiro. Acho que ele pôs uma câmara dentro da Matrioshka, só para vigiar o pessoal lá de casa. Mas até hoje nunca parei de me perguntar. ‘Porque não trouxe ele uma boneca Kokeshi, se vinha do Japão? Talvez achasse que são bonecas de adultos. Não sei mesmo. Hoje a Matrioshka anda por lá em cima de um aparador, umas vezes sózinha, outras vezes desmultiplicada. Não tem um ar infeliz. Acomodou-se e aprendeu a viver aqui. Eu ando a pensar mandar vir um tapete de Arraiolos da China, a um amigo que costuma lá ir. Assim já vem a saber mandarim e dá-me umas lições grátis.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5741166444184738059-8705218497180368061?l=penafrenetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://penafrenetica.blogspot.com/feeds/8705218497180368061/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5741166444184738059&amp;postID=8705218497180368061' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5741166444184738059/posts/default/8705218497180368061'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5741166444184738059/posts/default/8705218497180368061'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://penafrenetica.blogspot.com/2010/04/matrioshka.html' title='Matrioshka'/><author><name>Pena Frenética</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08589582573660673658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/-LeSnzv4EdTw/TkQA7NmQ7OI/AAAAAAAAAE0/oEsYFUA0O2Q/s220/263440_1737278725118_1633110173_1265147_4916516_n.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5741166444184738059.post-3226263297894122373</id><published>2010-04-21T17:51:00.000+01:00</published><updated>2010-04-21T17:51:11.479+01:00</updated><title type='text'>Paralelismos mal-educados.</title><content type='html'>Ontem à tarde cruzei-me com um paralelismo. Vinha de lá para cá, possuído de uma esbaforidação intelectual, como se não conseguisse encontrar o conhecimento que queria. Parecia que tinha uma ideia escondida debaixo da língua e não conseguia soltá-la. Estive quase para gritar ‘Há algum médico na sala?’, mas detive-me a tempo. Ele parou por uns instantes e pôs as mãos na pernas, meio curvado para a frente. Aproximei-me com algum cuidado. Entretanto recuperava lentamente o fôlego. Olhava para todos os lados, a observar em redor, como se fosse uma primeira vez. E talvez fosse. Dei mais um passo na sua direcção, ao que ele respondeu com um passo atrás, desconfiado. ‘Olha, temos um paralelismo desconfiado’, pensei. Parecia claramente estar a meio caminho de um caminho qualquer. Estava com cara de quem perseguia alguma coisa, revestida de uma importância vários graus acima do normal. ‘Do que pode estar a correr atrás um paralelismo? De uma semelhança? De uma linha paralela?’, questionei-me. E como não encontrei nenhuma resposta satisfatoriamente definitiva, dei mais um passo, e desta vez, ele manteve-se firme. Mudou o semblante e olhou-me de frente, bem no meio de uma cicatriz de infância que tenho no meio dos olhos. Aí fui eu que vacilei e dei uma de ‘Mamã dá licença’ com 2 passos à caranguejo. Perguntei-lhe em espanhol que era a língua que tinha ali à mão ‘Qué pasa?’. Como se eu me estivesse a meter na sua vida, enfureceu-se, grunhiu qualquer coisa imperceptível, numa língua que ainda hoje, após consultar vários especialistas nao conseguir saber qual, e espetou-me um soco rigorosamente em cheio no meio do meu estômago. E ainda por cima, estava fragilizado, porque que tinha acabado de engolir um sapo dos grandes. Vi estrelas. Algumas que entretanto apareciam àquela hora e as que nasceram à volta da minha cabeça e que só eu vi. Prometi a mim mesmo nunca mais tentar meter conversa ou preocupar-me com uma paralelismo que não fosse meu. É por estas e por muitas outras que prefiro as analogias. São mais femininas e delicadas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5741166444184738059-3226263297894122373?l=penafrenetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://penafrenetica.blogspot.com/feeds/3226263297894122373/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5741166444184738059&amp;postID=3226263297894122373' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5741166444184738059/posts/default/3226263297894122373'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5741166444184738059/posts/default/3226263297894122373'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://penafrenetica.blogspot.com/2010/04/paralelismos-mal-educados.html' title='Paralelismos mal-educados.'/><author><name>Pena Frenética</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08589582573660673658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/-LeSnzv4EdTw/TkQA7NmQ7OI/AAAAAAAAAE0/oEsYFUA0O2Q/s220/263440_1737278725118_1633110173_1265147_4916516_n.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5741166444184738059.post-626294281696614364</id><published>2010-02-02T19:54:00.001Z</published><updated>2010-02-02T19:54:19.504Z</updated><title type='text'>Um bom sentimento vale por mil. 'Sim, tens razão.'</title><content type='html'>Descobri hoje a importância dos sentimentos. Sentir alguma coisa, em relação a algo, pode realmente fazer a diferença. Há que ter coração. Passa uma bela mulher no meio de uma rua horrível e há um sentimento misto: de atracção em relação à mulher, de repulsa em relação à imundice da rua. E ela, Roberta Cruz de Sousa Pinho Silva Ferreira &amp; Santos sempre teve sentimentos. Altiva, confiante. Passada larga, galgando obstáculos, sempre focada no objectivo. Nunca enganou niguém que chegaria longe. Atrás de Roberta, apenas aqueles que tinham menos sentimentos que ela. Eu, por exemplo, sempre senti sentimentos. E quem sente sentimentos, é pessoa. Quem não sente não é ninguém e, em alguns sítios, também não é filho de boa gente. Hoje descobri que há pessoas com um sentimento: o sentimento de que tem sempre razão. E eu eu estou sentido com isso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5741166444184738059-626294281696614364?l=penafrenetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://penafrenetica.blogspot.com/feeds/626294281696614364/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5741166444184738059&amp;postID=626294281696614364' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5741166444184738059/posts/default/626294281696614364'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5741166444184738059/posts/default/626294281696614364'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://penafrenetica.blogspot.com/2010/02/um-bom-sentimento-vale-por-mil-sim-tens.html' title='Um bom sentimento vale por mil. &apos;Sim, tens razão.&apos;'/><author><name>Pena Frenética</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08589582573660673658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/-LeSnzv4EdTw/TkQA7NmQ7OI/AAAAAAAAAE0/oEsYFUA0O2Q/s220/263440_1737278725118_1633110173_1265147_4916516_n.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5741166444184738059.post-98514351544736309</id><published>2010-02-02T16:02:00.001Z</published><updated>2010-02-02T16:02:25.995Z</updated><title type='text'>Desimportem-se</title><content type='html'>‘Pára tudo que eu quero passar’. Fazia isto sistematicamente. Dia sim, dia sim, lá estava a ignorar os outros e a atravessar-se, como que vindo do realmente nada. Assim que chegava, impunha a sua presença e obrigava toda a gente, de perto ou de mais longe, a largar tudo o que tinha na mão, só para lhe prestar a atenção que pensava merecida. Merecida não, mais que merecida. Na balança das subjectividades mundanas, o ponteiro da importância pendia sempre para o seu lado. Sentia-se importante e cheio de vaidosas vaidades. Pavoneava objectivamente a sua importância subjectiva, desdenhando quem passava e quem ia ainda passar. Talvez um dia venha a aprender que a sua importância vai depender da importância que lhe dão. E continuam a dar-lhe muito mais do que seria objectivamente importante. Eu não me importo de lhe retirar toda a importância. Mas para isso, tenho que me desimportar de outras subjectividades a que dou demasiada importância. Como por exemplo, parar tudo para deixar passar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5741166444184738059-98514351544736309?l=penafrenetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://penafrenetica.blogspot.com/feeds/98514351544736309/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5741166444184738059&amp;postID=98514351544736309' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5741166444184738059/posts/default/98514351544736309'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5741166444184738059/posts/default/98514351544736309'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://penafrenetica.blogspot.com/2010/02/desimportem-se.html' title='Desimportem-se'/><author><name>Pena Frenética</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08589582573660673658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/-LeSnzv4EdTw/TkQA7NmQ7OI/AAAAAAAAAE0/oEsYFUA0O2Q/s220/263440_1737278725118_1633110173_1265147_4916516_n.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5741166444184738059.post-6985223227593035744</id><published>2010-01-07T17:30:00.000Z</published><updated>2010-01-07T17:31:15.369Z</updated><title type='text'>Isto é certo</title><content type='html'>Finalmente Anibal tinha chegado a uma conclusão importante na sua vida: tinha mais medo das certezas do que das dúvidas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5741166444184738059-6985223227593035744?l=penafrenetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://penafrenetica.blogspot.com/feeds/6985223227593035744/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5741166444184738059&amp;postID=6985223227593035744' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5741166444184738059/posts/default/6985223227593035744'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5741166444184738059/posts/default/6985223227593035744'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://penafrenetica.blogspot.com/2010/01/isto-e-certo.html' title='Isto é certo'/><author><name>Pena Frenética</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08589582573660673658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/-LeSnzv4EdTw/TkQA7NmQ7OI/AAAAAAAAAE0/oEsYFUA0O2Q/s220/263440_1737278725118_1633110173_1265147_4916516_n.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5741166444184738059.post-1763569738081276901</id><published>2009-11-28T20:30:00.001Z</published><updated>2009-11-28T20:35:17.020Z</updated><title type='text'>Doido varrido</title><content type='html'>Oficialmente o Mundo está todo doido. Hoje. Tive essa certeza ao princípio da tarde. Foi um processo lento que a minha percepção se recusava a absorver, deixando-se ir em pequenos engodos que apenas, levavam a portas fechadas  à chave. O que me despertou para o fenómeno foi, em primeiro lugar, a insanidade que estava a apoderar-se de quem lá vivia. Sem excepção. Uma histeria colectiva que assanhava as relações entre pessoas, e num grau superlativo, entre grupos, países e povos. A defesa do campo egocêntrico estava à flor de peles de todas as cores. Uma hiperactividade estéril, em nome de um qualquer conceito de sucesso, associado a consensos, mais uma vez colectivos. Ou talvez em nome de uma segurança, talvez pública talvez privada, que tentasse defender um râme-râme típico de mentes medíocres. A tentativa de manter, quase sempre no limbo, realidades que fazem de cada dia um desgaste da alma, em vez de a colorir com experiências enriquecedoras, torna-se uma missão que cega.  E de olhos fechados, há que dar lugar ao coração. Ver com ele. Mas para isso acontecer, é ncessário que esteja aberto, pronto para absorver. Em vez disso, lá está ele apertado, bombando rancor miocardiamente. Mas, não foi apenas isso que me levou à minha descoberta do início da tarde. Certo dia, ouvi dizer que o mundo só anda para a frente com um capataz. Chego a concordar, sem grandes questões com esta afirmação, como também concordo com outra que diz que quando há liberdade a mais, o rapaz fica confuso. Até aqui tudo certo. Mas, é preciso que o capataz não seja um espectro que assombra a vida dos outros. Antes lhes mostre um caminho a explorar, para uma vitória, a que todos têm um pouco de direito. Depois, ainda há um fenómeno que faz o mundo ensandecer. E eu, por arrasto, vou com o mundo de fim-de-semana para o sanatório. O tempo, e a relação que ele tem com as prioridades. Se todos conhecessem, em níveis mínimos, os princípios do equilíbrio universal, talvez a loucura instalada fosse de boas cores. Mas, o pior que pode acontecer são reinterpretações, às vezes demasiado, livres das coisas. Por isso, se o que era para ontem, tivesse sido pedido anteontem, talvez hoje se estivesse a fazer o que é para amanhã. Mas quando, hoje se pede o que era para a semana passada, as leis universais atrapalham-se nos seus equilíbrios, desviando rotas que nunca deviam deslocar-se do seu rumo. Talvez quando se engana o universo uma vez, ele tolere. Duas vezes, fica de pé atrás. Mais que três, deixa de confiar. E universo atropelado e atrapalhado, não sabe para ir. Faz elouquecer o Mundo que fica doido varrido. Como eu estou hoje e ele já estava há mais muito mais tempo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5741166444184738059-1763569738081276901?l=penafrenetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://penafrenetica.blogspot.com/feeds/1763569738081276901/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5741166444184738059&amp;postID=1763569738081276901' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5741166444184738059/posts/default/1763569738081276901'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5741166444184738059/posts/default/1763569738081276901'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://penafrenetica.blogspot.com/2009/11/doido-varrido.html' title='Doido varrido'/><author><name>Pena Frenética</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08589582573660673658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/-LeSnzv4EdTw/TkQA7NmQ7OI/AAAAAAAAAE0/oEsYFUA0O2Q/s220/263440_1737278725118_1633110173_1265147_4916516_n.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5741166444184738059.post-3476137517953108211</id><published>2009-11-23T21:54:00.001Z</published><updated>2009-11-23T21:54:05.459Z</updated><title type='text'>Fracção de segundo</title><content type='html'>No outro dia cruzei-me com uma fracção de segundo. Alguns diziam-me que ia ser muito rápido e que nunca mais lhe punha a vista em cima. Ao contrário disso, esta fracção tinha muito de fracção e nada de segundo. Era mais pequena que as outras, muito meiga e parecia querer não andar sempre a correr. Por isso, quando chocámos, ali ficou. Sem pressas, perguntou-me as horas. ‘São quase  7 da tarde’, disse-lhe. Não pareceu muito incomodada. Por certo, outra fracção passaria à frente no tempo e ocuparia o seu lugar. Já eu estava com pressa para ir trocar a pilha do meu relógio que estava a entrar em tac-tic. Despedi-me rapidamente. Por uma fracção de segundo apanhei a porta aberta. Por outra, podia tê-la fechado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5741166444184738059-3476137517953108211?l=penafrenetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://penafrenetica.blogspot.com/feeds/3476137517953108211/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5741166444184738059&amp;postID=3476137517953108211' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5741166444184738059/posts/default/3476137517953108211'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5741166444184738059/posts/default/3476137517953108211'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://penafrenetica.blogspot.com/2009/11/fraccao-de-segundo.html' title='Fracção de segundo'/><author><name>Pena Frenética</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08589582573660673658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/-LeSnzv4EdTw/TkQA7NmQ7OI/AAAAAAAAAE0/oEsYFUA0O2Q/s220/263440_1737278725118_1633110173_1265147_4916516_n.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5741166444184738059.post-175973791098763181</id><published>2009-11-23T21:53:00.001Z</published><updated>2009-11-23T21:53:11.511Z</updated><title type='text'>Notas finais</title><content type='html'>O acordeão tocou pela última vez. Os bravo diminuiam a cada dia. Peggy sentia-se à mercê, derrotada. O medo tinha sido exigente. Na realidade, não muito mais que os anteriores. Parecia ter durado mil relógios. Não sabia se tinha sido a névoa exagerada daquela erva maricas, ou o bafo quente a álcool, de Hector. Talvez não chegue nunca a saber. Sentada no seu coito, olhou-se de frente no velho reflexo de projecções fundidas. Perguntou-se porquê? Porque não era já a mais bela? A resposta veio sob a forma de uma bala bem no meio da fronte, por entre a franja amarela e a ruga própria de quem já tinha ultrapassado o seu tempo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5741166444184738059-175973791098763181?l=penafrenetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://penafrenetica.blogspot.com/feeds/175973791098763181/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5741166444184738059&amp;postID=175973791098763181' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5741166444184738059/posts/default/175973791098763181'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5741166444184738059/posts/default/175973791098763181'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://penafrenetica.blogspot.com/2009/11/notas-finais.html' title='Notas finais'/><author><name>Pena Frenética</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08589582573660673658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/-LeSnzv4EdTw/TkQA7NmQ7OI/AAAAAAAAAE0/oEsYFUA0O2Q/s220/263440_1737278725118_1633110173_1265147_4916516_n.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5741166444184738059.post-21917216870155767</id><published>2009-11-20T16:54:00.001Z</published><updated>2009-11-20T16:54:29.596Z</updated><title type='text'>My name is Guru.</title><content type='html'>Depois de décadas de tentativas, expectativas e noites mal dormidas, conheci finalmente um guru. Confesso que fiquei excitado com o facto. Atrevi-me a fazer-lhe uma pergunta, daquelas que só os gurus sabem responder. Tinha esperança de ter uma resposta que me enriquecesse a vidinha, assim num estilo ‘toque de Midas’. Esperei algum tempo e nada. Depois voltei a tentar. Deu-me então, num jeito de campanha eleitoral, alguns momentos da sua atenção. Transpirei nas palmas das mãos e o meu espírito abriu-se em comunhão perfeita com os meus ouvidos, para ouvir sábias palavras. Recebi então palavras, muitas, durante cerca de 10 minutos. Quando ia a meio daquela ode à banalidade, pedi para interromper e perguntei-lhe se era um guru de verdade ou um sósia. Ele confessou-me que o sósia estava no Oriente a palestrar em estrangeiro e que ela era o real. E que ser guru era mesmo isso. Era quase o mesmo que ser Miss Universo. Agradeci esclarecido, e saí a correr, com a promessa de voltar com mais uma pergunta. Daí a 100 anos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5741166444184738059-21917216870155767?l=penafrenetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://penafrenetica.blogspot.com/feeds/21917216870155767/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5741166444184738059&amp;postID=21917216870155767' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5741166444184738059/posts/default/21917216870155767'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5741166444184738059/posts/default/21917216870155767'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://penafrenetica.blogspot.com/2009/11/my-name-is-guru.html' title='My name is Guru.'/><author><name>Pena Frenética</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08589582573660673658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/-LeSnzv4EdTw/TkQA7NmQ7OI/AAAAAAAAAE0/oEsYFUA0O2Q/s220/263440_1737278725118_1633110173_1265147_4916516_n.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5741166444184738059.post-6941990209826393390</id><published>2009-11-12T18:36:00.001Z</published><updated>2009-11-12T18:38:35.349Z</updated><title type='text'>Bombista-suicida</title><content type='html'>Hoje conheci um bombista-suicida. Nunca tinha conhecido nenhum, por isso, fui com cuidado. Mas ao contrário do que eu pensava, este não tinha bombas atadas à cintura, nem nada dessas coisas que os jornalista gostam de descrever com imparcialidade. Tinha enveredado por outra carreira. Gostava de se suicidar em missões contra o tempo. O que se faz em 2 dias, gostava de fazer em apenas 1. Era assim. Estava-lhe no sangue. Diz-se do seu passado que sempre quis tudo em tempo record. Tudo era para ontem. Viveu assim toda a sua curta vida. E quando um dia quis um pouco de tempo para si, o tempo suicidou-se. Com ele.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5741166444184738059-6941990209826393390?l=penafrenetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://penafrenetica.blogspot.com/feeds/6941990209826393390/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5741166444184738059&amp;postID=6941990209826393390' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5741166444184738059/posts/default/6941990209826393390'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5741166444184738059/posts/default/6941990209826393390'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://penafrenetica.blogspot.com/2009/11/bombista-suicida.html' title='Bombista-suicida'/><author><name>Pena Frenética</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08589582573660673658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/-LeSnzv4EdTw/TkQA7NmQ7OI/AAAAAAAAAE0/oEsYFUA0O2Q/s220/263440_1737278725118_1633110173_1265147_4916516_n.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5741166444184738059.post-5423263513026377072</id><published>2009-11-10T09:23:00.001Z</published><updated>2009-11-10T09:23:52.380Z</updated><title type='text'>Sindicalisses</title><content type='html'>Ontem formei o Sindicato dos Pequenos e Médios criadores de palavras e frases. Falei com agentes da lei, gurus em gestão fonética e doutorados em senso comum e todos foram unânimes: havia esta lacuna no nosso sistema exigenciológico. Já tinham inventado sindicatos para tudo, menos para isto. Já me considerava estar atrás de grupos como os Amantes do Meio-Dia e das Senhoras que nunca-pensaram-que-o-mundo-ia-para-além-do-que-se-conhece. Todos eles e elas já faziam as suas exigência há muito. E eu, nada. Assim, impelido por um sentimento de apicidade, voei para um serviço de notariado, daqueles mais trendy, com marca e tudo. Aconteceu tudo muito depressa. Tão depressa, que pouco depois, estava já promovido a sindicalista. E a um sindicalista não podem faltar palavras. Ora, como eu era criador delas, a coisa prometia. A minha primeira exigência, com direito a discurso público, foi vetar o espaço a palavras ignóbeis e cheias de arrogância. Estas palavras, quase sempre, não deixam as outras crescer. Gostam de ocupar o espaço todo, como se o mundo das palavras, e o outro também, fosse todo delas. Era definitivamente um bom ponto para começar. Logo a seguir, neste meu primeiro dia, tive um almoço de trabalho com um grupo de transportadores de palavras dos jornais diários que se sentiam excluídos. Só levavam as palavras até aos confins do país, mas nunca tinham a palavra. Prometi analisar o caso, com o menor número de palavras possível, porque estas coisas querem-se claras, concretas e concisas. a seguir ao almoço, segui para as portas da Assembleia da República das palavras, para tentar pôr em prática a minha primeira medida, mas não fui bem sucedido. Não havia força de grupo. Também, ainda só tinha mais quatro companheiros de luta que angariei por acaso quando desci a Rua Amália, até São Bento. E foi porque se assustaram e se hipnotizaram com uma das minhas palavras ‘Cuidado’, porque vinha um carro que as parecia atropelar. Então, como dizia, as coisas não correram bem. Nem passei das portas de entrada, onde guardas armados, me dirigiram palavras de ordem ‘Sai daqui!’. Palavras fortes e bastante encorpadas essas. Eu como representante dos Pequenos e Médios criadores, não me aguentei. Eram já palavras de Grandes criadores. E o meu tabuleiro de jogo não era esse. Deixei para outro dia. E os meus companheiros acasísticos de circunstância também. Antes do fim da tarde, quse noite, já estava exausto. Essa coisa dos sindicatos não era para mim. Talvez quando um dia me tornar um Grande criador de palavras. Fica prometinado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5741166444184738059-5423263513026377072?l=penafrenetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://penafrenetica.blogspot.com/feeds/5423263513026377072/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5741166444184738059&amp;postID=5423263513026377072' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5741166444184738059/posts/default/5423263513026377072'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5741166444184738059/posts/default/5423263513026377072'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://penafrenetica.blogspot.com/2009/11/sindicalisses.html' title='Sindicalisses'/><author><name>Pena Frenética</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08589582573660673658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/-LeSnzv4EdTw/TkQA7NmQ7OI/AAAAAAAAAE0/oEsYFUA0O2Q/s220/263440_1737278725118_1633110173_1265147_4916516_n.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5741166444184738059.post-952267167293348617</id><published>2009-10-28T10:01:00.001Z</published><updated>2009-11-09T18:09:28.900Z</updated><title type='text'>Em estado de choque</title><content type='html'>Hoje choquei com um Burocrata. De frente. É verdade que ele vinha na sua faixa de rodagem, sem pisar o traço contínuo, nem sequer uma zebra que estava na berma. Muito direito, confiante e com tiques de superioridade. Saímos de nós e tentámos conversar sobre o evento que acabava de acontecer. Ele vestiu o seu colete laranja de burocrata, colocou o triângulo e começou logo ao ataque. Que não, que aquele papel não servia, que tinha que ser outro a dizer a mesma coisa, mas com outras pessoas a dizer. Eu, manifestamente sem grande experiêcia de pelejar com um adversário deste calibre, tentei argumentar com ideias, algumas de princípios de actuação e de bom-senso, mas sem grande sucesso. Acabei derrotado por knock-out logo no primeiro round. Nem cheguei a ver aquelas senhoras com as placas de números a informar o público, do round seguinte. Enquanto árbitro fazia a contagem, ainda me tentei levantar olhando o Burocrata de frente, mas só com os olhos fez-me ir ao tapete, com mais três regras e quatro decretos que tinha ali na manga. Deixei-me cair, enquanto passava pela humilhação pública de não me conseguir levantar e devolver-lhe tudo em dobro. Afinal, também não tenho a pretensão de ser o Universo que, aliás tem essa mania das devoluções. Fui transportado dali para fora por mim próprio, a custo, e agora já a lutar com a minha própria debilidade. Acho que ainda não me perdoei, ter perdido aquele combate.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5741166444184738059-952267167293348617?l=penafrenetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://penafrenetica.blogspot.com/feeds/952267167293348617/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5741166444184738059&amp;postID=952267167293348617' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5741166444184738059/posts/default/952267167293348617'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5741166444184738059/posts/default/952267167293348617'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://penafrenetica.blogspot.com/2009/10/em-estado-de-choque.html' title='Em estado de choque'/><author><name>Pena Frenética</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08589582573660673658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/-LeSnzv4EdTw/TkQA7NmQ7OI/AAAAAAAAAE0/oEsYFUA0O2Q/s220/263440_1737278725118_1633110173_1265147_4916516_n.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5741166444184738059.post-9179329672737848349</id><published>2009-10-09T00:21:00.001+01:00</published><updated>2009-10-09T00:22:15.035+01:00</updated><title type='text'>Cinderela</title><content type='html'>Se eu fosse a Cinderela tinha-me transformado em Gata Borralheira há cinco minutos atrás. Como não sou, não aconteceu nada. Continuo à espera que uma meia-noite destas me mostre o meu lado B. E quando esse tempo chegar não sei se estou preparado para me conhecer e me descobrir assim tão bem. Talvez prefira estar coberto por uma cortina de meias-verdades que me mostram sempre as mesmas meias-mentiras. Ou talvez não tenha nada para descobrir e apenas descubra que afinal sou exactamente aquilo que se reflecte no espelho. Sem mais nem menos. De uma forma ou de outra, vou tentar não deixar nenhum sapato para trás. Detesto correr descalço.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5741166444184738059-9179329672737848349?l=penafrenetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://penafrenetica.blogspot.com/feeds/9179329672737848349/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5741166444184738059&amp;postID=9179329672737848349' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5741166444184738059/posts/default/9179329672737848349'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5741166444184738059/posts/default/9179329672737848349'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://penafrenetica.blogspot.com/2009/10/cinderela.html' title='Cinderela'/><author><name>Pena Frenética</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08589582573660673658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/-LeSnzv4EdTw/TkQA7NmQ7OI/AAAAAAAAAE0/oEsYFUA0O2Q/s220/263440_1737278725118_1633110173_1265147_4916516_n.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5741166444184738059.post-4713875178915083881</id><published>2009-10-06T09:35:00.001+01:00</published><updated>2009-10-06T09:35:44.924+01:00</updated><title type='text'>Fosse porque fosse</title><content type='html'>Mantive-me à porta durante dias. Abre, fecha, abre, fecha. E eu ali. Por baixo outras como eu. Suplicava que o negro cativante e espesso me penetrasse. Sem dó nem pidedade. Ou então que alguma alma benevolente me levasse embalada nas suas mãos. Talvez até preferisse isso. Levada, embalada. Talvez me tornasse um avião e planasse por cima do mundo até acabar o céu. Ou talvez fosso barco e me afundasse à primeira semi-onda no fundo de um alguidar. Talvez fosse apenas bola: intermitente, incoerente, amachucada. Talvez me atirassem para bem longe daquela porta de impressora onde esperava ansiosa o próximo CTRL+P -&gt; Yes.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5741166444184738059-4713875178915083881?l=penafrenetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://penafrenetica.blogspot.com/feeds/4713875178915083881/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5741166444184738059&amp;postID=4713875178915083881' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5741166444184738059/posts/default/4713875178915083881'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5741166444184738059/posts/default/4713875178915083881'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://penafrenetica.blogspot.com/2009/10/fosse-porque-fosse.html' title='Fosse porque fosse'/><author><name>Pena Frenética</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08589582573660673658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/-LeSnzv4EdTw/TkQA7NmQ7OI/AAAAAAAAAE0/oEsYFUA0O2Q/s220/263440_1737278725118_1633110173_1265147_4916516_n.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5741166444184738059.post-9148166771278093555</id><published>2009-10-02T15:14:00.001+01:00</published><updated>2009-10-02T15:14:06.103+01:00</updated><title type='text'>Encartar</title><content type='html'>Natividade Gaiteiro tinha aviado mais um. Já era o terceiro nessa noite. Estava inspirada. Estudava-os, deitava-lhe olhares insinuantes, mirava-lhes os movimentos e, sem dó nem piedade, eram dela. Foi assim a noite toda. Já tinha ganho o dia e, talvez, até a semana. Baixou-se para colocar na bolsa o resultado da última conquista. ‘Tenho de comprar uma mala maior., pensou mostrando intenção de a levantar, mas sem o conseguir. Levantou-se, olhou o espelho, retocou o tom e bateu coma porta da casa-de-banho. Era hora de voltar a atacar. As cartas estavam a sair-lhe de feição, essa noite.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5741166444184738059-9148166771278093555?l=penafrenetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://penafrenetica.blogspot.com/feeds/9148166771278093555/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5741166444184738059&amp;postID=9148166771278093555' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5741166444184738059/posts/default/9148166771278093555'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5741166444184738059/posts/default/9148166771278093555'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://penafrenetica.blogspot.com/2009/10/encartar.html' title='Encartar'/><author><name>Pena Frenética</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08589582573660673658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/-LeSnzv4EdTw/TkQA7NmQ7OI/AAAAAAAAAE0/oEsYFUA0O2Q/s220/263440_1737278725118_1633110173_1265147_4916516_n.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5741166444184738059.post-3605420092211458531</id><published>2009-09-27T21:57:00.001+01:00</published><updated>2009-10-02T22:53:55.899+01:00</updated><title type='text'>Um momento de eleição.</title><content type='html'>Antonieta acordou com a sensação que tinha o poder de escolher. Por isso, mais alegre que a normalidade dos dias que respirava, levantou-se da cama com uma confiança que não se lhe via há muito. Tomou um banho mais demorado que o habitual, relaxou, escolheu uma roupa bem bonita e atirou-se ao pequeno-almoço natural em pedaços, que foi tirando espaçadamente do frigorífico. Sentou-se, olhou pela janela e deixou-se invadir pela luz da manhã. Depois de sorver o último gole de sumo de cenoura, levantou-se e olhou-se no espelho da entrada. Hoje sim, iria poder escolher. Todos iam poder escolher. Pôr ou não uma cruz a marcar uma posição. Sim, iria fazer. Como há quatro anos não o conseguiu. Fechou a porta com força, mas apenas no trinco. Desceu a escada até ao rés-do-chão e voltou a subir até o último andar. Uma pequena porta dava acesso ao terraço que em tantas ocasiões lhe serviu de companhia. Hoje testemunharia a sua escolha. Antes de olhar para baixo, olharia o destino de frente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5741166444184738059-3605420092211458531?l=penafrenetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://penafrenetica.blogspot.com/feeds/3605420092211458531/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5741166444184738059&amp;postID=3605420092211458531' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5741166444184738059/posts/default/3605420092211458531'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5741166444184738059/posts/default/3605420092211458531'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://penafrenetica.blogspot.com/2009/09/um-momento-de-eleicao.html' title='Um momento de eleição.'/><author><name>Pena Frenética</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08589582573660673658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/-LeSnzv4EdTw/TkQA7NmQ7OI/AAAAAAAAAE0/oEsYFUA0O2Q/s220/263440_1737278725118_1633110173_1265147_4916516_n.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5741166444184738059.post-5334422263672822650</id><published>2009-09-16T19:39:00.000+01:00</published><updated>2009-09-16T19:39:22.381+01:00</updated><title type='text'>Espera</title><content type='html'>Quando de manhã Filipe acordou percebeu que estava à espera. Esperou algumas horas e nada. Levantou-se, voltou-se a deitar, tornou a levantar-se. Esperou. Olhou em redor e esperou por um sinal. Talvez estivesse enganado e não devesse estar à espera naquele local. Já um pouco irritado perguntou a uma mulher que passava se era ali que se esperava. Ela encolheu os ombros. Filipe avançou mais uns metros e deteve-se na esquina mais próxima. Dali tinha uma visão melhor e de certeza que era o melhor sítio para esperar. E ali ficou mais umas horas. Filipe continuava à espera. Tenho a certeza que era aqui. E nada. Um polícia que, entretanto, parou naquele local disse-lhe que tinha que se afastar que ali não era sítio para se esperar. Afastou-se fugindo ao olhar da autoridade. Afastou-se alguns quarteirões, na esperança de encontrar o melhor sítio para esperar. Parou em frente a uma loja que tinha uma fila de espera. Ainda hoje está lá. À espera.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5741166444184738059-5334422263672822650?l=penafrenetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://penafrenetica.blogspot.com/feeds/5334422263672822650/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5741166444184738059&amp;postID=5334422263672822650' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5741166444184738059/posts/default/5334422263672822650'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5741166444184738059/posts/default/5334422263672822650'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://penafrenetica.blogspot.com/2009/09/espera.html' title='Espera'/><author><name>Pena Frenética</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08589582573660673658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/-LeSnzv4EdTw/TkQA7NmQ7OI/AAAAAAAAAE0/oEsYFUA0O2Q/s220/263440_1737278725118_1633110173_1265147_4916516_n.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5741166444184738059.post-578240550414000584</id><published>2009-09-14T21:22:00.001+01:00</published><updated>2009-09-14T21:22:21.223+01:00</updated><title type='text'>À traição</title><content type='html'>No outro dia tive um caso com a percepção e ela traíu-me.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5741166444184738059-578240550414000584?l=penafrenetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://penafrenetica.blogspot.com/feeds/578240550414000584/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5741166444184738059&amp;postID=578240550414000584' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5741166444184738059/posts/default/578240550414000584'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5741166444184738059/posts/default/578240550414000584'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://penafrenetica.blogspot.com/2009/09/traicao.html' title='À traição'/><author><name>Pena Frenética</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08589582573660673658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/-LeSnzv4EdTw/TkQA7NmQ7OI/AAAAAAAAAE0/oEsYFUA0O2Q/s220/263440_1737278725118_1633110173_1265147_4916516_n.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5741166444184738059.post-1447258753592090132</id><published>2009-09-04T12:18:00.001+01:00</published><updated>2009-09-04T15:30:42.992+01:00</updated><title type='text'>Cicatrizações</title><content type='html'>&lt;meta content="" name="Title"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="" name="Keywords"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="text/html; charset=utf-8" http-equiv="Content-Type"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Word.Document" name="ProgId"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Microsoft Word 2008" name="Generator"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Microsoft Word 2008" name="Originator"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;link href="file://localhost/Users/ruisimoes/Library/Caches/TemporaryItems/msoclip/0clip_filelist.xml" rel="File-List"&gt;&lt;/link&gt;&lt;style&gt;&lt;!-- /* Font Definitions */@font-face	{font-family:Cambria;	panose-1:2 4 5 3 5 4 6 3 2 4;	mso-font-charset:0;	mso-generic-font-family:auto;	mso-font-pitch:variable;	mso-font-signature:3 0 0 0 16777216 0;} /* Style Definitions */p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal	{mso-style-parent:"";	margin-top:0cm;	margin-right:0cm;	margin-bottom:10.0pt;	margin-left:0cm;	mso-pagination:widow-orphan;	font-size:12.0pt;	font-family:"Times New Roman";	mso-ascii-font-family:Helvetica;	mso-fareast-font-family:Cambria;	mso-hansi-font-family:Helvetica;	mso-bidi-font-family:"Times New Roman";}@page Section1	{size:595.0pt 842.0pt;	margin:72.0pt 90.0pt 72.0pt 90.0pt;	mso-header-margin:35.4pt;	mso-footer-margin:35.4pt;	mso-paper-source:0;}div.Section1	{page:Section1;}--&gt;&lt;/style&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-size: x-small;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: small;"&gt;Há duas semanasabri uma cicatriz. Fazia já muitos anos que não abria nenhuma. Passei toda aminha vida a fechá-las. Mas desta vez empenhei-me a fundo a abrir esta.Contratei pessoal habilitado e fechei-me sobre mim próprio. Quando acordei dotranse lá estava ela. Bem aberta. Durante alguns dias andou bem fresquinha ecom tiques de ‘não me toques!’. Mas eu não lhe dei assim tanta importância,porque mesmo que aberta de propósito, há que fechá-la o quanto antes. Andei devolta dela, tentando convencê-la que o melhor era fechar. ‘Que não, que aindanem tinha duas semanas de actividade, que ainda não tinha vivido o suficiente.?Queria aspirar ar e levá-lo lá para dentro. Tinha ouvido dizer que o inspirar oar purificava por dentro. E eu acrescentei, por dentro e por fora. Por isso,deixei-a andar mais uns dias, purificar-se um dia de cada vez. Há quem digaque, por muito que se queira, essa coisa da purificação tem muito que se lhediga. Eu acho que se diga e que se faça. Porque não acredito em purificações sócom palavras. É preciso actos. Por isso, deixei-a enganar-se este tempo todo. Épara aprender. Até que ontem disse-me baixinho: ‘olha, fecha-me lá que eu já estoufarta deste sítio e também já estou bem purificadinha’. Olhei-a com desprezo efechei-a. Pelo menos foi isso que eu lhe disse.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5741166444184738059-1447258753592090132?l=penafrenetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://penafrenetica.blogspot.com/feeds/1447258753592090132/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5741166444184738059&amp;postID=1447258753592090132' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5741166444184738059/posts/default/1447258753592090132'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5741166444184738059/posts/default/1447258753592090132'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://penafrenetica.blogspot.com/2009/09/cicatrizacoes.html' title='Cicatrizações'/><author><name>Pena Frenética</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08589582573660673658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/-LeSnzv4EdTw/TkQA7NmQ7OI/AAAAAAAAAE0/oEsYFUA0O2Q/s220/263440_1737278725118_1633110173_1265147_4916516_n.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5741166444184738059.post-1110157885850393572</id><published>2009-09-01T22:45:00.000+01:00</published><updated>2009-09-01T22:49:26.405+01:00</updated><title type='text'>Por acaso</title><content type='html'>&lt;meta content="" name="Keywords"&gt;&lt;/meta&gt; &lt;meta content="text/html; charset=utf-8" http-equiv="Content-Type"&gt;&lt;/meta&gt; &lt;meta content="Word.Document" name="ProgId"&gt;&lt;/meta&gt; &lt;meta content="Microsoft Word 2008" name="Generator"&gt;&lt;/meta&gt; &lt;meta content="Microsoft Word 2008" name="Originator"&gt;&lt;/meta&gt; &lt;link href="file://localhost/Users/ruisimoes/Library/Caches/TemporaryItems/msoclip/0clip_filelist.xml" rel="File-List"&gt;&lt;/link&gt;  &lt;style&gt;&lt;!-- /* Style Definitions */p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal	{mso-style-parent:"";	margin:0cm;	margin-bottom:.0001pt;	mso-pagination:widow-orphan;	font-size:12.0pt;	mso-bidi-font-size:10.0pt;	font-family:"Times New Roman";	mso-ascii-font-family:Helvetica;	mso-fareast-font-family:Helvetica;	mso-hansi-font-family:Helvetica;	mso-bidi-font-family:"Times New Roman";}@page Section1	{size:612.0pt 792.0pt;	margin:72.0pt 90.0pt 72.0pt 90.0pt;	mso-header-margin:36.0pt;	mso-footer-margin:36.0pt;	mso-paper-source:0;}div.Section1	{page:Section1;}--&gt;&lt;/style&gt;     &lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Ela passava o dia a captar a alma da cidade. Ele pensava que um dia alguém não ia apagar o que ele ia deixando para trás. Encontraram-se por acaso.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5741166444184738059-1110157885850393572?l=penafrenetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://penafrenetica.blogspot.com/feeds/1110157885850393572/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5741166444184738059&amp;postID=1110157885850393572' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5741166444184738059/posts/default/1110157885850393572'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5741166444184738059/posts/default/1110157885850393572'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://penafrenetica.blogspot.com/2009/09/por-acaso_01.html' title='Por acaso'/><author><name>Pena Frenética</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08589582573660673658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/-LeSnzv4EdTw/TkQA7NmQ7OI/AAAAAAAAAE0/oEsYFUA0O2Q/s220/263440_1737278725118_1633110173_1265147_4916516_n.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5741166444184738059.post-2622042215487191292</id><published>2009-08-31T10:32:00.001+01:00</published><updated>2009-08-31T10:37:13.780+01:00</updated><title type='text'>Nada a acrescentar.</title><content type='html'>&lt;span lang="PT" style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: small;"&gt;Mateo tinha acordado cheio de nada e com uma indomável vontade de fazer coisa nenhuma. &lt;/span&gt;&lt;span lang="PT" style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: small;"&gt;Movia-se a nada e para nada. Nada o fazia pensar que o melhor era ter alguma coisa. Mas, nada. Para Mateo nada interessava, nem mesmo ele próprio. Por isso, nesse dia, nada fez. Rigorosamente nada. Quer dizer, respirou fundo e olhou pela janela, onde de vez quando penetravam envergonhados raios de sol. Mas, ficarem para todo o dia, nada. Foram-se ainda quase antes de terem vindo. Mateo ali ficou imóvel. Sem nada sentir, sem nada pedir, sem nada pensar. Esvaziou-se de si próprio e sentou-se, nu, à espera que nada se passasse.&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT" style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: 12pt;"&gt; &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5741166444184738059-2622042215487191292?l=penafrenetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://penafrenetica.blogspot.com/feeds/2622042215487191292/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5741166444184738059&amp;postID=2622042215487191292' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5741166444184738059/posts/default/2622042215487191292'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5741166444184738059/posts/default/2622042215487191292'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://penafrenetica.blogspot.com/2009/08/mateo.html' title='Nada a acrescentar.'/><author><name>Pena Frenética</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08589582573660673658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/-LeSnzv4EdTw/TkQA7NmQ7OI/AAAAAAAAAE0/oEsYFUA0O2Q/s220/263440_1737278725118_1633110173_1265147_4916516_n.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5741166444184738059.post-8875581029082604300</id><published>2009-08-28T19:02:00.000+01:00</published><updated>2009-08-28T19:02:17.532+01:00</updated><title type='text'>Dia 19 de Agosto – O dia depois de amanhã há mais de uma semana</title><content type='html'>Tinha chegado o dia que eu achava que era depois de amanhã, pelo menos depois de ter visto Nova Iorque com gelo a apagar a chama da Liberdade. Lá fui. Ora se já era depois de amanhã, já tinha passado. Mas não passou. Num dia depois de amanhã tudo acontece muito lentamente. Cada segundo é vivido como se fosse um minuto. E cada minuto como se fosse uma hora. E por aí fora. Mas nesse dia, acordei muito mais depressa que o costume. E, ao contrário dos outros dias, não comi. Limitei-me a entrar num jejum consciente que me deu cabo do meu equilíbrio psíquico. Depois, lancei-me para o carro armado de malas e bagagens. Iniciei a viagem. Num dia depois de manhã, não se goza cada momento da viagem. Antes se vive intensamente a ansiedade do que ainda não chegou. E imagine-se, se é depois de amanhã já hoje e se ainda se antecipa, é como viver sem gozo, a vida antes de acontecer. Quando se olha pela janela e se vê a paisagem de um dia depois de amanhã, o pássaro que não tem coragem para nos olhar nos olhos ainda lá não está. E nem sei se estará. As palavras que trocamos ainda não se formaram e, como tal, talvez nem signifiquem nada. E como nada significam são vazias e desprovidas de qualquer sentido. Num dia depois de amanhã cria-se uma barreira entre o que é e o que pode vir a ser. A antecipação não significa que as coisas acontecem realmente. Num momento desse dia pedi um passe de mágica que me levasse para outro dia. Pedi mas ninguém me ouviu. Quer dizer, acho que me ouviram, só que ninguém levou a sério o meu pedido. Mas também, é difícil levar a sério um pedido destes: ‘olhe, leve-me para outro dia, quando tiver a tirar o coelho da cartola!’. Não bate certo. Num dia depois de amanhã o que é que realmente bate certo? Tudo e nada. Para meu bem, no meu dia depois de amanhã, que por acaso foi há mais de uma semana, espero que tudo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5741166444184738059-8875581029082604300?l=penafrenetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://penafrenetica.blogspot.com/feeds/8875581029082604300/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5741166444184738059&amp;postID=8875581029082604300' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5741166444184738059/posts/default/8875581029082604300'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5741166444184738059/posts/default/8875581029082604300'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://penafrenetica.blogspot.com/2009/08/dia-19-de-agosto-o-dia-depois-de-amanha.html' title='Dia 19 de Agosto – O dia depois de amanhã há mais de uma semana'/><author><name>Pena Frenética</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08589582573660673658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/-LeSnzv4EdTw/TkQA7NmQ7OI/AAAAAAAAAE0/oEsYFUA0O2Q/s220/263440_1737278725118_1633110173_1265147_4916516_n.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5741166444184738059.post-167591023670176459</id><published>2009-08-27T18:01:00.000+01:00</published><updated>2009-08-27T18:20:21.138+01:00</updated><title type='text'>Céu cor-de-branco-pálido</title><content type='html'>Deitei-me na cama para poder olhar o céu de frente. Consegui. Quando o céu se olha assim, parece que a essência do Mundo vem ter connosco. Pelo menos comigo. Mas em vez de azul, o meu céu tinha mudado de cor. Estava pálido. Tinha saído de uma manhã de nevoeiro ou de uma pista de bobsleigh  - sempre adorei esta palavra e hoje tinha que a escrever em algum lado. No meu céu desse dia não havia sol, nem pássaros, nem uma nuvem para contar história. Mas, estava cheio de grelhas intermináveis de ares condicionados. Alarmes anti-fogo prestes a disparar tsunamis de água doce se alguém quebrava as regras e voltava a comunicar com fumos. Neste meu céu, cheguei a ver estrelas, quando fui invadido por um movimento profissional de ‘eliminação da sensibilidade’. Ainda resisti, mas fui prontamente chamado à razão. Quanto mais sentires, pior para ti.  E deixei-me ir. Embalado até não me sentir. Mas com os olhos bem abertos e a ouvir tudo. Saboreei todos os momentos. Fui e vim. Deixei-me frankesteinear. Não gritei, não me mexi, não fiz nada. Apenas ouvi o realizador ao fundo – ‘Corta’.  O céu, esse continuou branco por mais uns dias.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5741166444184738059-167591023670176459?l=penafrenetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://penafrenetica.blogspot.com/feeds/167591023670176459/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5741166444184738059&amp;postID=167591023670176459' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5741166444184738059/posts/default/167591023670176459'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5741166444184738059/posts/default/167591023670176459'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://penafrenetica.blogspot.com/2009/08/ceu-cor-de-branco-palido.html' title='Céu cor-de-branco-pálido'/><author><name>Pena Frenética</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08589582573660673658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/-LeSnzv4EdTw/TkQA7NmQ7OI/AAAAAAAAAE0/oEsYFUA0O2Q/s220/263440_1737278725118_1633110173_1265147_4916516_n.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5741166444184738059.post-6680044604500117042</id><published>2009-08-07T19:54:00.000+01:00</published><updated>2009-08-07T19:55:17.441+01:00</updated><title type='text'>Assim</title><content type='html'>Que cor viste pela manhã? Quantas vidas viveste antes do meio-dia? Que personagens já foste? Quantos litros de felicidade bebeste do ar que respiras? Quantas vezes foste estrela de TV? Que palavras te disseram mais que um livro inteiro? Que cor tinham os olhos que viram três crianças a puxarem os seus papagaios de papel deixando pegadas de alegria na relva molhada? Que tom de bom-dia trocaste com a senhora do café que te perguntou 'com ou sem adoçante'? Quem te prendeu o olhar com um pequeno traço de ingenuidade? Quem disse que 'é assim' quando pensavas que não era? Quem levou a vida a sério quando ela é um parque de diversões, com entrada livre? Quantas horas eram afinal quando a inspiração te bateu à porta de casa e te pediu para entrar? Quantas vezes gritaste para dentro pensando que ninguém te ouvia? Quando descobriste que hoje era o melhor dia para adiar outra vez o que querias realmente fazer? Quem te disse que o melhor ainda está para vir? Quem te disse o contrário? Quem te disse que a verdade está no meio das duas? Quem te disse que sei onde estás? Quem te disse que o caminho para aí é sempre é linear? Quem te deu essa noção de tempo de séculos? Quem te disse que não apareço aí? Quem te disse que não estou aí neste momento? Talvez hoje ainda nem tenha aberto os olhos. Assim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5741166444184738059-6680044604500117042?l=penafrenetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://penafrenetica.blogspot.com/feeds/6680044604500117042/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5741166444184738059&amp;postID=6680044604500117042' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5741166444184738059/posts/default/6680044604500117042'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5741166444184738059/posts/default/6680044604500117042'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://penafrenetica.blogspot.com/2009/08/assim.html' title='Assim'/><author><name>Pena Frenética</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08589582573660673658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/-LeSnzv4EdTw/TkQA7NmQ7OI/AAAAAAAAAE0/oEsYFUA0O2Q/s220/263440_1737278725118_1633110173_1265147_4916516_n.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5741166444184738059.post-1327704706866837545</id><published>2009-07-22T19:01:00.000+01:00</published><updated>2009-07-22T19:02:59.558+01:00</updated><title type='text'>El Tesouras</title><content type='html'>Durante horas, dias, anos, ele não saía do ginásio, apurando a sua forma. Muito sangue, muito suor e lágrimas que chegaram a encher um garrafão de 5L de Luso. Sempre a dar no ferro, ignorou muitas coisas que a vida lhe podia ter proporcionado. Para aliviar o stress mascava pedaços de macedónia congelada. Em countdown, El Tesouras não ouvia nada nem ninguém, apenas aquele som metálico. E num abrir e fechar de olhos, atirou ao seu alvo de sempre. Errou. A barriga da prima do poeta corou. E não foi de vergonha.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5741166444184738059-1327704706866837545?l=penafrenetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://penafrenetica.blogspot.com/feeds/1327704706866837545/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5741166444184738059&amp;postID=1327704706866837545' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5741166444184738059/posts/default/1327704706866837545'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5741166444184738059/posts/default/1327704706866837545'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://penafrenetica.blogspot.com/2009/07/el-tesouras.html' title='El Tesouras'/><author><name>Pena Frenética</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08589582573660673658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/-LeSnzv4EdTw/TkQA7NmQ7OI/AAAAAAAAAE0/oEsYFUA0O2Q/s220/263440_1737278725118_1633110173_1265147_4916516_n.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5741166444184738059.post-3595119873293329778</id><published>2009-07-22T17:12:00.000+01:00</published><updated>2009-07-22T17:13:19.964+01:00</updated><title type='text'>Gomes</title><content type='html'>O Gomes observou de longe e olhou para cima, como se esperasse um sinal. Esperou uns momentos e nada. Precisava urgentemente de um código que o pudesse decifrar. Ouviu em redor, suspirou e declamou em voz bem alta: ‘nunca guardei rebanhos, mas era como se os guardasse, cheguei à linha de fundo e cruzei. Foi autogolo’.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5741166444184738059-3595119873293329778?l=penafrenetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://penafrenetica.blogspot.com/feeds/3595119873293329778/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5741166444184738059&amp;postID=3595119873293329778' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5741166444184738059/posts/default/3595119873293329778'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5741166444184738059/posts/default/3595119873293329778'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://penafrenetica.blogspot.com/2009/07/gomes.html' title='Gomes'/><author><name>Pena Frenética</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08589582573660673658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/-LeSnzv4EdTw/TkQA7NmQ7OI/AAAAAAAAAE0/oEsYFUA0O2Q/s220/263440_1737278725118_1633110173_1265147_4916516_n.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5741166444184738059.post-4661691884731140337</id><published>2009-06-12T15:28:00.000+01:00</published><updated>2009-06-12T15:31:13.447+01:00</updated><title type='text'>Borges</title><content type='html'>Pelo sim, pelo não, Borges jogou pelo seguro. olhou em frente, ajeitou os óculos e avançou. Mas, qual não foi o seu espanto, quando pôs os olhos em tal fenómeno até as glândulas salivares, explodiram em todas as direcções. Borges nunca mais foi o mesmo, Viu, ouviu e passou ao lado. É que o olhar em frente e dar de caras com o passado, não é para todos. Pelo sim, pelo não, é melhor fechar os olhos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5741166444184738059-4661691884731140337?l=penafrenetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://penafrenetica.blogspot.com/feeds/4661691884731140337/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5741166444184738059&amp;postID=4661691884731140337' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5741166444184738059/posts/default/4661691884731140337'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5741166444184738059/posts/default/4661691884731140337'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://penafrenetica.blogspot.com/2009/06/borges.html' title='Borges'/><author><name>Pena Frenética</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08589582573660673658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/-LeSnzv4EdTw/TkQA7NmQ7OI/AAAAAAAAAE0/oEsYFUA0O2Q/s220/263440_1737278725118_1633110173_1265147_4916516_n.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5741166444184738059.post-7481787907011036142</id><published>2009-06-05T18:57:00.001+01:00</published><updated>2009-06-05T18:57:51.348+01:00</updated><title type='text'>Uma nova vista sobre a cidade.</title><content type='html'>Túlia não aguentava mais. Chegou-se mais perto e olhou para baixo. A cidade não tinha parado para testemunhar aquele momento. Olhou para a esquerda, depois olhou para a direta. Não vinha ninguém que a pudesse impedir. Respirou bem lá no fundo do seu ser e, como que se despedindo do que lhe era caro, quase nada na verdade, deu um passo atrás e fumou um cigarro. Depois outro e mais outro. Voltou a empoleirar-se. Voltou a dar um passo atrás. E outro à frente. Não, ainda não era hoje que dizia adeus à vida. Deu novamente um passo atrás. Em falso. Afinal a cidade tinha parado para a observar. Para nunca mais voltar a vê-la.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5741166444184738059-7481787907011036142?l=penafrenetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://penafrenetica.blogspot.com/feeds/7481787907011036142/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5741166444184738059&amp;postID=7481787907011036142' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5741166444184738059/posts/default/7481787907011036142'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5741166444184738059/posts/default/7481787907011036142'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://penafrenetica.blogspot.com/2009/06/uma-nova-vista-sobre-cidade.html' title='Uma nova vista sobre a cidade.'/><author><name>Pena Frenética</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08589582573660673658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/-LeSnzv4EdTw/TkQA7NmQ7OI/AAAAAAAAAE0/oEsYFUA0O2Q/s220/263440_1737278725118_1633110173_1265147_4916516_n.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5741166444184738059.post-2334361289517817152</id><published>2009-06-01T11:48:00.001+01:00</published><updated>2009-06-01T11:48:27.399+01:00</updated><title type='text'>Dor de olhos.</title><content type='html'>Só de ver já me dói. Olhei para o lado e fiquei imóvel. Fixei os olhos. Aquilo incomodava-me, mas não conseguia afastar-me. Fiquei horas a tentar que o meu cérebro ordenasse às minhas pernas, de uma forma lógica e racional, que se pusessem a andar dali para fora. Mas não, não consegui mover-me. E se aquilo me doía por dentro. Talvez um dia me encha de coragem e tome um frasco de analgésicos. Já vou poder olhar. E, de certeza que vai doer menos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5741166444184738059-2334361289517817152?l=penafrenetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://penafrenetica.blogspot.com/feeds/2334361289517817152/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5741166444184738059&amp;postID=2334361289517817152' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5741166444184738059/posts/default/2334361289517817152'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5741166444184738059/posts/default/2334361289517817152'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://penafrenetica.blogspot.com/2009/06/dor-de-olhos.html' title='Dor de olhos.'/><author><name>Pena Frenética</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08589582573660673658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/-LeSnzv4EdTw/TkQA7NmQ7OI/AAAAAAAAAE0/oEsYFUA0O2Q/s220/263440_1737278725118_1633110173_1265147_4916516_n.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5741166444184738059.post-4290539797004787663</id><published>2009-05-27T12:06:00.001+01:00</published><updated>2009-05-27T17:31:50.298+01:00</updated><title type='text'>Tourada</title><content type='html'>No outro dia decidi que ia agarrar o touro pelos cornos. Estudei-o ao pormenor, cheguei-me a ele, olhei-o de frente, bem no meio dos olhos. Não se impressionou, devolvendo-me o olhar com desprezo. Afastou-se uns metros e deitou-se à sombra, baixando-se lentamente. Não me intimidei e segui-o. Voltei a olhá-lo nos olhos, erguendo as duas mãos para os agarrar. Ele voltou a desdenhar-me e a baixar a cabeça. Alguém tinha chegado primeiro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5741166444184738059-4290539797004787663?l=penafrenetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://penafrenetica.blogspot.com/feeds/4290539797004787663/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5741166444184738059&amp;postID=4290539797004787663' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5741166444184738059/posts/default/4290539797004787663'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5741166444184738059/posts/default/4290539797004787663'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://penafrenetica.blogspot.com/2009/05/tourada.html' title='Tourada'/><author><name>Pena Frenética</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08589582573660673658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/-LeSnzv4EdTw/TkQA7NmQ7OI/AAAAAAAAAE0/oEsYFUA0O2Q/s220/263440_1737278725118_1633110173_1265147_4916516_n.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5741166444184738059.post-8489496409211031194</id><published>2009-05-26T11:54:00.000+01:00</published><updated>2009-05-26T11:55:21.288+01:00</updated><title type='text'>Tango</title><content type='html'>Água na boca. O teu nome deixou-me água na boca. Olhei-te. Passei-te de lado para que apenas invadíssemos as nossas distâncias. Sorri-te. Toquei-te com os olhos. De frente, de lado, de todos os lados. Talvez me tivesse inspirado Gardel. Soubera eu dançar e convidava-te para um tango, mesmo que música fosse outra. Deslizaríamos por entre a multidão possuída de outras batidas. Atravessávamos a sala, ou a rua, e chegaríamos sãos, salvos e apaixonados ao outro lado. Agora sim, a dança poderia começar. O palco seria nosso, sempre nosso. Perguntar-te-ia o nome. Tu responderias: ’Que importa?’.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5741166444184738059-8489496409211031194?l=penafrenetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://penafrenetica.blogspot.com/feeds/8489496409211031194/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5741166444184738059&amp;postID=8489496409211031194' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5741166444184738059/posts/default/8489496409211031194'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5741166444184738059/posts/default/8489496409211031194'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://penafrenetica.blogspot.com/2009/05/tango.html' title='Tango'/><author><name>Pena Frenética</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08589582573660673658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/-LeSnzv4EdTw/TkQA7NmQ7OI/AAAAAAAAAE0/oEsYFUA0O2Q/s220/263440_1737278725118_1633110173_1265147_4916516_n.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5741166444184738059.post-2616012092141568374</id><published>2009-05-05T09:57:00.000+01:00</published><updated>2009-05-05T09:58:13.251+01:00</updated><title type='text'>Grito mudo</title><content type='html'>Hoje apetece-me gritar. Já gritei, mas foi para dentro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5741166444184738059-2616012092141568374?l=penafrenetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://penafrenetica.blogspot.com/feeds/2616012092141568374/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5741166444184738059&amp;postID=2616012092141568374' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5741166444184738059/posts/default/2616012092141568374'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5741166444184738059/posts/default/2616012092141568374'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://penafrenetica.blogspot.com/2009/05/grito-mudo.html' title='Grito mudo'/><author><name>Pena Frenética</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08589582573660673658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/-LeSnzv4EdTw/TkQA7NmQ7OI/AAAAAAAAAE0/oEsYFUA0O2Q/s220/263440_1737278725118_1633110173_1265147_4916516_n.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5741166444184738059.post-6836214185053110450</id><published>2009-04-28T18:32:00.001+01:00</published><updated>2009-04-28T18:33:16.598+01:00</updated><title type='text'>Rapidinha</title><content type='html'>Puxei-lhe os cabelos. Dominei-a. Rasguei-lhe as roupas, uma a uma. Desviei-lhe o cabelo, apenas com o olhar. Depois olhei-a nos olhos e disse-lhe em estrangeiro ‘I love you’. De seguida, e sem pedir permissão, levei-a à Lua sem passar pela casa de partida e sem receber €10. Acabei com aquilo e sentei-me. O sol estava a pôr-se. O jantar estava na mesa. Jantámos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5741166444184738059-6836214185053110450?l=penafrenetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://penafrenetica.blogspot.com/feeds/6836214185053110450/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5741166444184738059&amp;postID=6836214185053110450' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5741166444184738059/posts/default/6836214185053110450'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5741166444184738059/posts/default/6836214185053110450'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://penafrenetica.blogspot.com/2009/04/rapidinha.html' title='Rapidinha'/><author><name>Pena Frenética</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08589582573660673658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/-LeSnzv4EdTw/TkQA7NmQ7OI/AAAAAAAAAE0/oEsYFUA0O2Q/s220/263440_1737278725118_1633110173_1265147_4916516_n.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5741166444184738059.post-1447134799522223021</id><published>2009-04-27T11:34:00.001+01:00</published><updated>2009-04-27T19:16:58.372+01:00</updated><title type='text'>Sal</title><content type='html'>Diz que conhece Deus por dentro. Vai de quando em quando, de longe em longe. Segue pelo caminho largo que a vida ensinou a trilhar. Ignora as encruzilhadas, como se elas fizessem parte de um destino traçado há momentos. Levanta leves voos rasantes que lhe fazem ver mais de perto. Pirueta por entre os obstáculos da incoerência que reina entre as pedras que se atravessam no seu caminho. Não olha para trás. Detesta sal. Detesta pensar que o que vem de trás dá origem ao que se pode esperar passado um tempo. Leva na bagagem uma mão cheia de ansiedades bacocas que lhe amputam o pensamento. Pára no sinal encarnado. Pára na artéria mais próxima que lhe cobre de paixão um olhar polvilhado pelo medo. Ainda vai longe. Talvez um dia a vida lhe acabe por ensinar que só conhecer Deus pode não chegar. Convém conhecer também os peões que se lhe atravessam no seu lado do passeio.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5741166444184738059-1447134799522223021?l=penafrenetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://penafrenetica.blogspot.com/feeds/1447134799522223021/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5741166444184738059&amp;postID=1447134799522223021' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5741166444184738059/posts/default/1447134799522223021'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5741166444184738059/posts/default/1447134799522223021'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://penafrenetica.blogspot.com/2009/04/sal.html' title='Sal'/><author><name>Pena Frenética</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08589582573660673658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/-LeSnzv4EdTw/TkQA7NmQ7OI/AAAAAAAAAE0/oEsYFUA0O2Q/s220/263440_1737278725118_1633110173_1265147_4916516_n.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5741166444184738059.post-3731635845915580683</id><published>2009-04-22T10:36:00.000+01:00</published><updated>2009-04-22T10:37:12.858+01:00</updated><title type='text'>hoje</title><content type='html'>Hoje o dia amanheceu a saber a cerejas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5741166444184738059-3731635845915580683?l=penafrenetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://penafrenetica.blogspot.com/feeds/3731635845915580683/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5741166444184738059&amp;postID=3731635845915580683' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5741166444184738059/posts/default/3731635845915580683'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5741166444184738059/posts/default/3731635845915580683'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://penafrenetica.blogspot.com/2009/04/hoje.html' title='hoje'/><author><name>Pena Frenética</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08589582573660673658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/-LeSnzv4EdTw/TkQA7NmQ7OI/AAAAAAAAAE0/oEsYFUA0O2Q/s220/263440_1737278725118_1633110173_1265147_4916516_n.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5741166444184738059.post-8656378557818509238</id><published>2009-03-13T10:58:00.000Z</published><updated>2009-03-13T10:59:09.837Z</updated><title type='text'>Vazio</title><content type='html'>Instalou-se o vazio. Veio assim sem avisar. Onde antes brotavam em catadupa, hoje não há nada. Apenas o princípio de coisa nenhuma. Mas, pelo menos já há um princípio, o que até nem é mau. Mas, mesmo um princípio convém que não seja totalmente vazio. Talvez ter uma intençãozita ou outra. Uma ideiazita ou outra. O vazio está cá. Nada, absolutamente nada. Não há cor, não há palavras, não há nada. Nada de nada. Talvez por isso, o ar seja a coisa mais importante que existe. Onde não há nada, há ar. Embora muita gente ande com ar de alguma coisa, no fundo não é nada. Uma vez vi um homem que dava ares de ser importante. Mas, quando percebi, esses ares não eram nada disso. Era importante na rua dele e, acho que tinha um pouco de importância até ao final da esquina. Mas de resto, era só ar. Estou muito preocupado com o ar e com o vazio. Ainda se respira, mas não se está a preencher o vazio com alguma coisa que realmente tenha interesse. E isso ou se encontra ou então, vive-se uma vida cheia de ar. Também não desgosto de, algumas vezes, estar de barriga para o ar a olhar para ele. Como se o pudesse ver. Nada, portanto. O vazio persegue-me. E eu não fujo dele. Pelo menos, não tenho conseguido nos últimos dias. Mas prometo que ainda o vou encher.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5741166444184738059-8656378557818509238?l=penafrenetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://penafrenetica.blogspot.com/feeds/8656378557818509238/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5741166444184738059&amp;postID=8656378557818509238' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5741166444184738059/posts/default/8656378557818509238'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5741166444184738059/posts/default/8656378557818509238'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://penafrenetica.blogspot.com/2009/03/vazio.html' title='Vazio'/><author><name>Pena Frenética</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08589582573660673658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/-LeSnzv4EdTw/TkQA7NmQ7OI/AAAAAAAAAE0/oEsYFUA0O2Q/s220/263440_1737278725118_1633110173_1265147_4916516_n.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5741166444184738059.post-749847200501501352</id><published>2009-03-13T10:37:00.000Z</published><updated>2009-03-13T10:38:19.856Z</updated><title type='text'>6ª feira 13</title><content type='html'>Na 6ª feira 13, encontrei-me com a sorte.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5741166444184738059-749847200501501352?l=penafrenetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://penafrenetica.blogspot.com/feeds/749847200501501352/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5741166444184738059&amp;postID=749847200501501352' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5741166444184738059/posts/default/749847200501501352'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5741166444184738059/posts/default/749847200501501352'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://penafrenetica.blogspot.com/2009/03/6-feira-13.html' title='6ª feira 13'/><author><name>Pena Frenética</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08589582573660673658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/-LeSnzv4EdTw/TkQA7NmQ7OI/AAAAAAAAAE0/oEsYFUA0O2Q/s220/263440_1737278725118_1633110173_1265147_4916516_n.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5741166444184738059.post-2565384642861587025</id><published>2009-03-09T16:16:00.001Z</published><updated>2009-03-11T10:22:11.991Z</updated><title type='text'>Sala de espera - II</title><content type='html'>Voltei ao escritório. Hoje os olhares eram ainda mais distantes e crivados no soalho. A imitação da Vieira da Silva continuava no mesmo sítio, a olhar-me da mesma maneira. Acho que já me tirou a pinta.'Olha o gajo da garganta irritada.' Deve pensar que sou hipocondríaco. 'Sou isso e muito mais', respondo-lhe olhando-a defrente. 'E tu não passas de uma imitação. Nem sequer és numerada, vales tanto como uma canção dos ABBA, na versão karaoke.' Mas ela não se ficou e disse-me que nunca iria imitar nada perto disso. 'É verdade, mas sabes, o que prefiro mesmo é ser o original.'&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5741166444184738059-2565384642861587025?l=penafrenetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://penafrenetica.blogspot.com/feeds/2565384642861587025/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5741166444184738059&amp;postID=2565384642861587025' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5741166444184738059/posts/default/2565384642861587025'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5741166444184738059/posts/default/2565384642861587025'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://penafrenetica.blogspot.com/2009/03/sala-de-espera-ii_09.html' title='Sala de espera - II'/><author><name>Pena Frenética</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08589582573660673658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/-LeSnzv4EdTw/TkQA7NmQ7OI/AAAAAAAAAE0/oEsYFUA0O2Q/s220/263440_1737278725118_1633110173_1265147_4916516_n.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5741166444184738059.post-6777090920433186573</id><published>2009-03-01T20:04:00.000Z</published><updated>2009-03-01T20:05:37.911Z</updated><title type='text'>sala de espera</title><content type='html'>Numa sala de espera de um consultório médico meio mundo acontece. Mas não um meio mundo qualquer. Meias-vidas cruzam-se, meio-olhares trocam-se, mais ou menos, sem se tocarem. Sintomas silenciosos de doenças existentes, ou não, instalam-se descaradamente na cara. Tomam a identidade de quem as tem. ‘Lembra-se daquela senhora, a da hérnia?’ ‘Ah!, a D. Antonieta!’. Num consultório médico, em primeiro lugar, somos conhecidos pelos nossos sintomas e, depois quem sabe, por algum dos nossos nomes. Eu, por exemplo, já sou conhecido como sendo o tipo das amigdalites salpicadas com pedaços de stress e algumas pitadas de hipocondria. Sim, reconheço que às vezes tenho a mania das doenças. E com grande pena minha, não é só às 2ªs, 4ªs e 6ªs, mas quando menos se espera. E hoje, e também ontem, não esperava, mas apareceu. Toma lá, assim sem avisar. Num consultório médico, o do costume, com as cadeiras do costume, as revistas do costume, a imitação de Vieira da Silva do costume, lá estou esperando a minha vez. O consultório mesmo cheio de gente, está sempre vazio. Falta-lhe um pouco de vida. Mas também, se ela estivesse totalmente saudável, quem precisaria de aqui estar? Um dia sonhei que nunca ficava doente e que todas as pessoas que eu conhecia também não. E as que não conhecia, igualmente. Os médicos ficaram sem trabalho e tinham-se dedicado às letras, com muito sucesso. O mundo tornava-se um lugar em que as doenças tinham dado lugar às palavras. Os médicos, antes preocupados com a saúde das pessoas, dedicavam-se agora à saúde das letras e das palavras. Em todas as esquinas deste novo mundo se viam médico, felizes, ainda com as suas batas brancas, a dizerem textos em voz alta. Não importava se relembravam os clássicos, os modernos, os mais ou menos ou os desconhecidos, qualquer um era pretexto para se juntarem mais algumas vozes e palavras.  As doenças, essas não conseguiram resistir e perderam-se para sempre. Mas, como tudo o que é bom acaba depressa, até elas hão-de voltar. Seja quando eu acordar, seja quando voltar à sala de espera do meu médico. Mas, até lá, vou aproveitar ao máximo cada palavra.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5741166444184738059-6777090920433186573?l=penafrenetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://penafrenetica.blogspot.com/feeds/6777090920433186573/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5741166444184738059&amp;postID=6777090920433186573' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5741166444184738059/posts/default/6777090920433186573'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5741166444184738059/posts/default/6777090920433186573'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://penafrenetica.blogspot.com/2009/03/sala-de-espera.html' title='sala de espera'/><author><name>Pena Frenética</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08589582573660673658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/-LeSnzv4EdTw/TkQA7NmQ7OI/AAAAAAAAAE0/oEsYFUA0O2Q/s220/263440_1737278725118_1633110173_1265147_4916516_n.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5741166444184738059.post-3528968828419578478</id><published>2009-02-28T01:12:00.000Z</published><updated>2009-02-28T01:14:06.579Z</updated><title type='text'>hipnose express</title><content type='html'>Acabei de ser hipnotizado pela palavra escrever.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5741166444184738059-3528968828419578478?l=penafrenetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://penafrenetica.blogspot.com/feeds/3528968828419578478/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5741166444184738059&amp;postID=3528968828419578478' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5741166444184738059/posts/default/3528968828419578478'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5741166444184738059/posts/default/3528968828419578478'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://penafrenetica.blogspot.com/2009/02/hipnose-express.html' title='hipnose express'/><author><name>Pena Frenética</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08589582573660673658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/-LeSnzv4EdTw/TkQA7NmQ7OI/AAAAAAAAAE0/oEsYFUA0O2Q/s220/263440_1737278725118_1633110173_1265147_4916516_n.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5741166444184738059.post-4861729169913998415</id><published>2009-02-21T19:18:00.000Z</published><updated>2009-02-23T17:05:53.509Z</updated><title type='text'>Esquemas</title><content type='html'>No outro dia conheci um esquema. Não era daqueles muito complicados. Confessou-me que estava cansado de ser esquema, porque num esquema nunca nada é o que parece. E ele estava farto daquele esquema. Isto de ser um esquema de dois vigaristas baratos é um sufoco. Nunca se dorme tranquilo. Cada dia à espera de ser apenas mais um esquema que se põe a descoberto. Já imaginaram o que é dormir todos os dias sem a certeza que a coisa corre bem no dia a seguir? Dramático. E há também que sustentar a família e com o ordenado que tem hoje é andar sempre a fazer contas. Incerto. E educar pequenos esquemas, cada vez a exigirem mais, não é pêra doce. Um esforço hercúleo. Isto para não falar na vergonha que passa se outros esquemas, bem mais discretos e talvez mais inteligentes, descobrem que foi descoberto. Ainda se fosse um daqueles esquemas que, já só reformados e inimputáveis, parece que se descobrem. ‘Ah, parece que havia para aí uns esquemas...’, mas nunca ninguém aparece a querer falar muito no assunto. Isso sim, é um esquema de classe A. Ou daqueles tipo Madoff que parece que estão ao lado do esquema da autoridade, mas na realidade já a enrolaram por todos os lados. E no fim, ainda fica para a História como um esquema inteligente, sofisticado e muito à frente do seu tempo. Ser um esquema descoberto, mas destes, isso sim.  Até vale a pena. Por isso, o esquema que conheci no outro dia é um esquema triste hoje em dia. Não consegue evoluir. No início da sua carreira esquemística era uma jovem promessa deste campeonato. Chegou a ganhar alguns prémios e a receber propostas para ir actuar noutros campeonatos mais competitivos. Mas, por amor à terra e por alguma falta de confiança própria da idade, acabou por rejeitar. 'Ah! não entro em esquemas esquisitos!’ Hoje arrepende-se. Mas acredita que a sua oportunidade ainda vai chegar. Na semana passada, ainda acreditou que era desta quando se chegaram perto dele e lhe perguntaram as horas. ‘Tem horas?’ ‘Sim, são 7 e meia’. Esta era a resposta típica de um esquema que está disposto a sair e encontrar novos desafios. Mas, afinal era mesmo uma pessoa que se tinha esquecido do relógio.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5741166444184738059-4861729169913998415?l=penafrenetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://penafrenetica.blogspot.com/feeds/4861729169913998415/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5741166444184738059&amp;postID=4861729169913998415' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5741166444184738059/posts/default/4861729169913998415'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5741166444184738059/posts/default/4861729169913998415'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://penafrenetica.blogspot.com/2009/02/esquemas.html' title='Esquemas'/><author><name>Pena Frenética</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08589582573660673658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/-LeSnzv4EdTw/TkQA7NmQ7OI/AAAAAAAAAE0/oEsYFUA0O2Q/s220/263440_1737278725118_1633110173_1265147_4916516_n.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5741166444184738059.post-4126789777399870316</id><published>2009-02-20T10:22:00.001Z</published><updated>2009-02-20T10:22:44.319Z</updated><title type='text'>Tudo está bem, quando acaba como já devia ter acabado.</title><content type='html'>Já era a segunda vez hoje. E a primeira tinha-me deixado uma sensação de mau estar que não consegui digerir nos segundos a seguir. O rapaz, dos seus 20 anos, olhar ausente e odor de quem não se inundava de água tépida, há pelo menos uma semana, ergueu de frente para os meus olhos um folha, com um pequeno texto. Escrito a custo, via-se pela caligrafia muito incerta e, aqui e ali, com falta de força, a mensagem era clara: ‘Ajuda-me por favor. Um pão basta.’ É verdade, não me pediu dinheiro, coisa que aliás detesto, mas apenas um pedaço, mesmo que esquecido, da comida mais elementar e básica dos nossos dias. Farinha e água. E eu não parei, nem o olhei de frente. O jogo de ‘olhos nos olhos’ desgasta-me sempre. Perco sempre no último momento e acabo por ceder. Mas, desta vez nem cedi, nem parei, nem perdi. Mas, nem cinco passos adiante, fui atropelado. Ainda hoje estou para saber, por quê, por quem. Num sotaque da Beira, uma velhota, sim o termo é este, pediu-me uma sandes. E como que se penitencia de algo feito no passado,  não lhe ofereci nenhuma sandes. Num acesso instintivo perguntei-lhe? ‘A senhora quer almoçar comigo?’, num tom claro e definitivamente muito frontal. A velhota, talvez já tivesse ultrapassado os 70 anos, olhou para mim como se não me tivesse entendido bem. Talvez pela surpresa de, pela primeira vez em algum tempo, alguém tivesse reparado nela e a tivesse tratado como um pessoa que era. Mas, antes que eu pudesse arrepender-me do convite ela respondeu um ‘sim’ que ainda hoje não me sai da cabeça. Subimos a rua lado a lado, como avó e neto. Não trocámos palavras, mas também não me importava. Precisava realmente de alguém que caminhasse comigo aqueles metros. Entrámos no café e, como que num movimento colectivo e coordenado como um movimento de ginástica colectiva, fez-se silêncio e todos nos olharam. ‘Mesa para dois, por favor’, pedi ao empregado mais perto. Um pouco a custo e com alguma má vontade, indicaram-me a mesa mais ao fundo, a mais sombria. Uma pequena ilha para o isolamento do resto daquele mundo. Sentámo-nos. Tirei o casaco e coloquei-o nas costas da cadeira. Até a cadeira, de uma madeira já gasta, destoava do resto da sala. A velhota sentou-se também, ajeitando o lenço que tinha na cabeça. Peguei na ementa e li-lhe os pratos do dia em voz alta, num acesso de preconceito do analfabetismo da minha convidada. Ela escolheu, sem surpresas, uma sopa, ‘quente, por favor, que o frio até me come os ossos.’ ‘E a seguir?’, perguntei-lhe. ‘Pode ser um arroz com carne que vi ali atrás.’ Tentei entabular uma conversa, tendo recebido alguns sins e nãos alternados e mecânicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sabe, hoje ia almoçar com alguém - disse-lhe em jeito de confissão&lt;br /&gt;- Sim? E porque é que o menino não foi? - respondeu-me desinteressadamente.&lt;br /&gt;Também me pergunto&lt;br /&gt;Pergunta o quê?&lt;br /&gt;Pergunto-me se devia ter ido ou não&lt;br /&gt;E quem é que vai saber senão o menino?&lt;br /&gt;Pois&lt;br /&gt;Pois, não. O menino ainda é muito novo para estar com essas coisas.&lt;br /&gt;Quais coisas?&lt;br /&gt;Essas coisas de saber se vai ou não vai.&lt;br /&gt;Mas eu estava a ir e ao mesmo tempo a não ir.&lt;br /&gt;Então devia ter ido.&lt;br /&gt;Mas se fosse acabava tudo. E talvez me arrependesse a seguir.&lt;br /&gt;Acabava tudo o quê?&lt;br /&gt;O que comecei há uns anos e consegui manter.&lt;br /&gt;Mas agora está arrependido de não ter ido.&lt;br /&gt;Estou.&lt;br /&gt;Então o que faz aqui com uma velhota como eu?&lt;br /&gt;Almoço.&lt;br /&gt;Eu também.&lt;br /&gt;E a senhora?&lt;br /&gt;O que é que tem?&lt;br /&gt;Quem é?&lt;br /&gt;Sou uma velhota. Alzira. Alzira da Silva.&lt;br /&gt;D. Alzira porque veio comigo?&lt;br /&gt;Tinha fome. E ainda tenho um bocadinho que só a sopa não chega.&lt;br /&gt;Já vem o resto, não se preocupe.&lt;br /&gt;Sim, está bem. Sabe menino já fui muito rica.&lt;br /&gt;Ai sim?&lt;br /&gt;Sim. Mas agora já não sou. Emigrei.&lt;br /&gt;Mas sempre viveu em Portugal, D. Alzira?&lt;br /&gt;Não menino, em Portugal não, eu sou da Beira Baixa.  Pedi um café para mim e uma tarte para a D. Alzira. Acompanhei-a à porta. Ela deu-me um beijo e subiu a rua. Eu desci e fui acabar com a minha namorada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5741166444184738059-4126789777399870316?l=penafrenetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://penafrenetica.blogspot.com/feeds/4126789777399870316/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5741166444184738059&amp;postID=4126789777399870316' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5741166444184738059/posts/default/4126789777399870316'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5741166444184738059/posts/default/4126789777399870316'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://penafrenetica.blogspot.com/2009/02/tudo-esta-bem-quando-acaba-como-ja.html' title='Tudo está bem, quando acaba como já devia ter acabado.'/><author><name>Pena Frenética</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08589582573660673658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/-LeSnzv4EdTw/TkQA7NmQ7OI/AAAAAAAAAE0/oEsYFUA0O2Q/s220/263440_1737278725118_1633110173_1265147_4916516_n.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5741166444184738059.post-596076053953019195</id><published>2009-02-20T10:14:00.001Z</published><updated>2009-02-20T10:21:06.099Z</updated><title type='text'>chocochoc</title><content type='html'>Não comi chocolate. Mas se tivesse comido acho que me ia saber a uma noite bem dormida, coisa rara nos tempos que correm. Talvez amanhã volte a comer um pedaço. Talvez amanhã a noite bem dormida chegue. É 6ª feira. Talvez façam os dois uma corrida para ver quem chega primeiro ao fim da rua. Gosto de pensar que a vida é uma rua que se deixa interceptar por muitas outras. E sonho perder a prioridade nessa rua e deixar que milhares de sensações se atravessem à minha frente, vindas da direita. Se calhar, o melhor é comer mesmo o chocolate, porque desta vez não me vai saber a noite. Desta vez, vai saber apenas a chocolate.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5741166444184738059-596076053953019195?l=penafrenetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://penafrenetica.blogspot.com/feeds/596076053953019195/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5741166444184738059&amp;postID=596076053953019195' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5741166444184738059/posts/default/596076053953019195'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5741166444184738059/posts/default/596076053953019195'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://penafrenetica.blogspot.com/2009/02/chocochoc.html' title='chocochoc'/><author><name>Pena Frenética</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08589582573660673658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/-LeSnzv4EdTw/TkQA7NmQ7OI/AAAAAAAAAE0/oEsYFUA0O2Q/s220/263440_1737278725118_1633110173_1265147_4916516_n.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5741166444184738059.post-9059253523446102991</id><published>2009-02-15T22:38:00.000Z</published><updated>2009-02-15T22:39:14.671Z</updated><title type='text'>Infidelidades</title><content type='html'>Qual é a palavra que mais gosto? Não sei. Sou completamente infiel. Neste momento tenho um caso com pelo menos umas mil ao mesmo tempo. E amanhã, com outras mil. Depois, logo se vê.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5741166444184738059-9059253523446102991?l=penafrenetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://penafrenetica.blogspot.com/feeds/9059253523446102991/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5741166444184738059&amp;postID=9059253523446102991' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5741166444184738059/posts/default/9059253523446102991'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5741166444184738059/posts/default/9059253523446102991'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://penafrenetica.blogspot.com/2009/02/infidelidades.html' title='Infidelidades'/><author><name>Pena Frenética</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08589582573660673658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/-LeSnzv4EdTw/TkQA7NmQ7OI/AAAAAAAAAE0/oEsYFUA0O2Q/s220/263440_1737278725118_1633110173_1265147_4916516_n.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5741166444184738059.post-1367817535255603518</id><published>2009-02-15T22:33:00.000Z</published><updated>2009-02-15T22:34:02.956Z</updated><title type='text'>O dia dos namorados</title><content type='html'>Se alguém detestar tanto o dias dos namorados tanto como que detesto, por favor acuse-se. Detesto o dia dos namorados, já devem ter percebido. Detesto-o tanto como café com açúcar. O café quando se junta com o açúcar fica sem personalidade. Parece que levou um lifting para agradar não sei bem a quem. Agarra-se por todos os meios, primeiro à língua, depois pela garganta, até encontrar o estômago. E aí já não ter qualquer hipótese de voltar a ser café puro. O dia dos namorados parece café com açúcar. Risadinhas parvas, abraços escondidos quando abre a porta do elevador, cruzando olhares ainda mais parvos com quem tenta entrar, flores ridículas que passam de mão em mão, menus especiais (há o menu docinho, o menu Valentim – em letra maiúscula por respeito ao Santo, o menu do amor, o menu dos 5 sentidos, o menu para dois – ou para três, dependendo do grau de instrução e de abertura de mente do casalinho, o menu pôr-do-sol, o menu Ao Luar, o menu enfim sós, o menu heart attack, o menu honey bunnie, o menu my darling, o menu I wanna be kissed by you, enfim...).&lt;br /&gt;Especialmente este dia dos namorados foi-me particularmente penoso. Até uma flor, sem culpa nenhuma, me veio parar à mão, como se eu tivesse a obrigação de a ter comprado e oferecido a alguém. Neste dia tudo tem um ar meloso que parece estar ali por acaso. Como se nos outros dias esse ar possa estar completamente alheado e ninguém acha estranho. Discutir, estalar a namorada ou namorado num dia qualquer tudo bem, desde que a 14 de Fevereiro ande toda a gente aos xoxos e em jantares pseudo-românticos, com velinhas e tudo. Detesto o dia dos namorados e nem sequer tem a ver com visões mercantilistas. Detesto-o porque tudo me soa a falso e sem a mínima graça. Para além de que já não se suportam tantos corações voadores que aterram em montras totalmente desesperadas esperando que algum rapazinho ou rapariguinha repare nelas. Bem, já disse que detesto o dia dos namorados, mas ainda consigo detestar mais um risotto que cozeu demais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5741166444184738059-1367817535255603518?l=penafrenetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://penafrenetica.blogspot.com/feeds/1367817535255603518/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5741166444184738059&amp;postID=1367817535255603518' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5741166444184738059/posts/default/1367817535255603518'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5741166444184738059/posts/default/1367817535255603518'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://penafrenetica.blogspot.com/2009/02/o-dia-dos-namorados.html' title='O dia dos namorados'/><author><name>Pena Frenética</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08589582573660673658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/-LeSnzv4EdTw/TkQA7NmQ7OI/AAAAAAAAAE0/oEsYFUA0O2Q/s220/263440_1737278725118_1633110173_1265147_4916516_n.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5741166444184738059.post-9017401875589442067</id><published>2009-02-11T18:28:00.000Z</published><updated>2009-02-11T18:32:21.261Z</updated><title type='text'>Aspirações - cap.I</title><content type='html'>Hoje acordei e pensei que era um aspirador. Só me apetecia aspirar tudo o que estava à minha volta. Mas no fundo não queria aspirar uma coisa qualquer. ‘Hoje vou aspirar tudo o que está a mais no mundo.’, pensei. Mas, pelo caminho não resisti a um pequeno e insignificante grão de pó que teimava em permanecer imóvel na minha mesa de cabeceira, mesmo no ponto de intercepção onde fazia o seu ângulo recto. Não esperei mais e, de uma vez, aspirei-o. Adeus insignificância de pó. Menos uma coisa a mais neste mundo. A seguir, levantei-me  lentamente, como quem tem toneladas de chumbo a povoarem as frontes, pois a noite anterior não tinha sido coisa fácil. Nessa altura pensava que era um telefone, mas isso é outra história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já sentado na cama, olhei em frente e, pelas frestas da janela, consegui ver um pouco do sol que cobria este dia estranhamente especial. Aproximei-me da janela, afastando um cortinado velho e pesado que tinha herdado do inquilino anterior, um senhor de alguma idade que, tal como eu, apreciava a solidão. Mas apreciava-a de tal forma que passou vários meses encarcerado nele mesmo. Num belo, dia, resolveu ir à rua e, como já não estava habituado a tamanha aventura, esbarrou de frente com um eléctrico. Parece que ficou ali estendido no meio dos carris, com os dois olhos muito abertos, à espera que alguém os fosse fechar. O eléctrico, esse continuou na linha, depois de um retoque na grelha e uma demão de amarelo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cortinado velho e pesado, bem que eu o podia aspirar, porque me estava a impedir de ver melhor o sol desse dia. Mas, como não tinha comido ainda, ia ser difícil puxá-lo todo para dentro. Um aspirador não é uma piton. Por isso, primeiro para a esquerda e depois para a direita, arrastei-o a grande custo. Logo aí o Sol invadiu-me de alto a baixo. Tapei a cara, um pouco por vergonha, perante tal invasão. ‘Se fosses um daqueles políticos reles que ganham a vida a vender promessas, bem que te aspirava de uma vez’. E não custava nada, porque um político desses, bem escorrido, não me enchia nem meio depósito. Mas, como era o Sol não o podia aspirar porque fazia falta a este mundo. E se este mundo já tem noite que chegue. Quando me consegui pôr de lado, e ficar apenas com a invasão a meio, reparei em algo que, definitivamente, queria, devia e ia aspirar, nem que tivesse que mudar o saco a meio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fixei-me nele.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5741166444184738059-9017401875589442067?l=penafrenetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://penafrenetica.blogspot.com/feeds/9017401875589442067/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5741166444184738059&amp;postID=9017401875589442067' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5741166444184738059/posts/default/9017401875589442067'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5741166444184738059/posts/default/9017401875589442067'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://penafrenetica.blogspot.com/2009/02/aspiracoes-capi.html' title='Aspirações - cap.I'/><author><name>Pena Frenética</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08589582573660673658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/-LeSnzv4EdTw/TkQA7NmQ7OI/AAAAAAAAAE0/oEsYFUA0O2Q/s220/263440_1737278725118_1633110173_1265147_4916516_n.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5741166444184738059.post-2939875932488769436</id><published>2009-02-11T18:20:00.000Z</published><updated>2009-02-11T18:22:42.661Z</updated><title type='text'>febre abaixo dos 37º</title><content type='html'>Hoje acho que tenho febre de viver com mais intensidade. Se calhar vou esperar que a temperatura venha abaixo dos 37º. Ou talvez não.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5741166444184738059-2939875932488769436?l=penafrenetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://penafrenetica.blogspot.com/feeds/2939875932488769436/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5741166444184738059&amp;postID=2939875932488769436' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5741166444184738059/posts/default/2939875932488769436'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5741166444184738059/posts/default/2939875932488769436'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://penafrenetica.blogspot.com/2009/02/febre-abaixo-dos-37.html' title='febre abaixo dos 37º'/><author><name>Pena Frenética</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08589582573660673658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/-LeSnzv4EdTw/TkQA7NmQ7OI/AAAAAAAAAE0/oEsYFUA0O2Q/s220/263440_1737278725118_1633110173_1265147_4916516_n.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5741166444184738059.post-1164762398172107998</id><published>2009-02-09T10:11:00.001Z</published><updated>2009-02-09T10:11:51.128Z</updated><title type='text'>o céu da boca</title><content type='html'>Conheci-te e deixaste-me com água no céu da boca.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5741166444184738059-1164762398172107998?l=penafrenetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://penafrenetica.blogspot.com/feeds/1164762398172107998/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5741166444184738059&amp;postID=1164762398172107998' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5741166444184738059/posts/default/1164762398172107998'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5741166444184738059/posts/default/1164762398172107998'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://penafrenetica.blogspot.com/2009/02/o-ceu-da-boca.html' title='o céu da boca'/><author><name>Pena Frenética</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08589582573660673658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/-LeSnzv4EdTw/TkQA7NmQ7OI/AAAAAAAAAE0/oEsYFUA0O2Q/s220/263440_1737278725118_1633110173_1265147_4916516_n.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5741166444184738059.post-6679457868682817628</id><published>2008-12-26T17:35:00.000Z</published><updated>2008-12-26T17:45:55.129Z</updated><title type='text'>Olhos de selva</title><content type='html'>Mais um dia em que eu tinha escolhido não ver. Não ver parecia sempre a melhor solução. E mesmo quando, de repente, o sol parecia brilhar num verde de esperança, lá voltava à escuridão da ignorância. Como é confortável não saber. Não querer saber.  Mesmo quando a sombra da minha consciência, que aparecia de uma forma absolutamente antibiótica 4 vezes ao dia, a opção era sempre buscar a escuridão.  Mais vale sózinho que muito mal acompanhado. São coisas que a vida, quando tem tempo, nos ensina. No outro dia, para ver se combatia essa solidão, comprei uma pequena árvore. Mas 'pequena' e ´árvore' são duas palavras que não combinam. Uma árvore tem que ser grande, imponente, antiga. Por isso, para lhe gerir a carreira, fui colocá-la ao pé da janela para ela realizar a fotossíntese. E ela cresceu, cresceu, cresceu. Para cima, para os lados e até para trás. Eu não conseguia ver nada dentro desta selva em que se transformou a minha casa. E também não me importava. &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5741166444184738059-6679457868682817628?l=penafrenetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://penafrenetica.blogspot.com/feeds/6679457868682817628/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5741166444184738059&amp;postID=6679457868682817628' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5741166444184738059/posts/default/6679457868682817628'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5741166444184738059/posts/default/6679457868682817628'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://penafrenetica.blogspot.com/2008/12/olhos-de-selva.html' title='Olhos de selva'/><author><name>Pena Frenética</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08589582573660673658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/-LeSnzv4EdTw/TkQA7NmQ7OI/AAAAAAAAAE0/oEsYFUA0O2Q/s220/263440_1737278725118_1633110173_1265147_4916516_n.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5741166444184738059.post-8132726432940452329</id><published>2008-10-30T16:27:00.000Z</published><updated>2008-10-30T16:28:15.537Z</updated><title type='text'>10 gramas de beleza.</title><content type='html'>Era uma vez uma gata. Tão abelhuda, quanto bela. Nessa tarde, o seu coração batita, batia, batia, com um ritmo tão alucinante que parecia não parar nunca. Ela também não queria que parasse, na realidade. Alguém lhe havia roubado dez gramas de beleza. Por isso, por mais que tentasse aquilo não lhe saía da cabeça. Não conseguia estar sossegada. ‘Quem terá sido? Quem terá cometido tamanha desfaçatez?’, perguntou-se a gata milhares de vezes. Pouco depois, recebeu a notícia que o peixe tinha acabado. Logo hoje. Duas coisas no mesmo dia: menos beleza e menos peixe. E aquele salmãozinho tão fresquinho! É melhor que pôr kiwis nos olhos. E foi então que decidiu fazer um lifting e uma cirúrgia estética que é como quem diz, uma plástica. Mas primeiro passou pelo oculista e comprou duas lentes de contacto bem azuis. Quando tudo parecia encarreirar, eis que a sua senhora parecia endoidar: a dançar em sutiã em frente ao besuntoso do segundo andar. ‘Vou-me mas é esconder atrás do espelho, não vá levar com o sutiã, que a bem dizer não me serve de nada, ou com umas boxer em cima. Ai, Deus me livre, boxer não que é cão, ainda se fosse um persa. Mas que se mexesse que os mansos não me levam a lado nenhum.’ Mas, a surpresa estava para vir. Qual sutiã, qual boxer, o que lhe caiu em cima foi o jovem felino do besuntoso que também tinha vindo à festa, para não ficar sózinho. E se era assanhado o menino. O que é certo é que a gata quando se olhou de novo ao espelho nunca mais se lembrou que lhe tinham roubado as dez gramas de beleza.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5741166444184738059-8132726432940452329?l=penafrenetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://penafrenetica.blogspot.com/feeds/8132726432940452329/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5741166444184738059&amp;postID=8132726432940452329' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5741166444184738059/posts/default/8132726432940452329'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5741166444184738059/posts/default/8132726432940452329'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://penafrenetica.blogspot.com/2008/10/10-gramas-de-beleza.html' title='10 gramas de beleza.'/><author><name>Pena Frenética</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08589582573660673658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/-LeSnzv4EdTw/TkQA7NmQ7OI/AAAAAAAAAE0/oEsYFUA0O2Q/s220/263440_1737278725118_1633110173_1265147_4916516_n.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5741166444184738059.post-687885235589270284</id><published>2008-10-27T21:22:00.000Z</published><updated>2008-10-27T21:23:24.799Z</updated><title type='text'>Uma folha em branco.</title><content type='html'>Perante uma folha em branco, tudo pode acontecer. Perante uma folha em branco, bloqueio. Dou voltas. Grito. Normalmente elouqueço. Depois volto a mim. Volto a elouquecer. Acrescentar algo a uma folha em branco é o maior desafio que se pode vencer. Não sei se é da cor ou do medo. Do medo de criar alguma coisa que só tem um admirador. Eu.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5741166444184738059-687885235589270284?l=penafrenetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://penafrenetica.blogspot.com/feeds/687885235589270284/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5741166444184738059&amp;postID=687885235589270284' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5741166444184738059/posts/default/687885235589270284'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5741166444184738059/posts/default/687885235589270284'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://penafrenetica.blogspot.com/2008/10/uma-folha-em-branco.html' title='Uma folha em branco.'/><author><name>Pena Frenética</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08589582573660673658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/-LeSnzv4EdTw/TkQA7NmQ7OI/AAAAAAAAAE0/oEsYFUA0O2Q/s220/263440_1737278725118_1633110173_1265147_4916516_n.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5741166444184738059.post-4328945701002474852</id><published>2008-10-27T21:21:00.001Z</published><updated>2008-10-27T21:21:32.041Z</updated><title type='text'>O Assassínio de K.</title><content type='html'>O quarto do primeiro andar estava escuro. A criança dormia já fazia alguns minutos. O poster do Homem-Aranha, colado com pedaços desiguais de fita gomada, protegia o seu sono pueril. Em frente, um Noddy passado do prazo resignava-se com o seu estado jurássico. No chão, alguns carros estacionados fora da garagem, ao lado de um Action Man e uma Tartaruga Ninja. Só se ouvia o som do silêncio da noite. A lua observava de longe, como de costume, iluminando o caminho. Tinha chegado a hora. O Ken tem que morrer. Vou-lhe partir aqueles biceps de plástico ordinário. Benjamim respirou fundo. Pegou nos chupa-chupas pneumáticos e aproximou-se deles. Barbie dormia com dois kiwis nos olhos por causa de duas teimosas rugas que só ela conseguia ver. Ken ressonava alarvemente. ‘Ainda ressonas, fanfarrão? Nem imaginas como vou acabar com essa tua vida insignificante de plástico chinês.’ Nisto, ergueu as armas. Mas quando ia esmagar aquele que considerava o seu adversário, um pesadelo ali perto desperta Barbie. Benjamim hesita e esconde as armas atrás das costas. Barbie assustada e surpresa por ver Benjamim ali tão perto. pergunta-lhe bruscamente ‘Que fazes aqui?’ ‘Ouvi-te agitada e trouxe-te algo para ficares mais calma’, estendendo-lhe os chupas. Com desdém, Barbie aceita-os e leva-os à boca. ‘Detesto ananás, como te atreves? Vai-te inútil!!’ E volta a dormir. De lágrimas nos olhos, Benjamim volta ao seu espaço, inundado pela raiva. Pouco depois, regressa com novo chupa.’Barbie, acorda!’ ‘Tu outra vez!’?’ Trouxe de morango, vês?’ ‘Ah, finalmente acertaste em alguma coisa. Vai, agora podes ir.’ Barbie provou o doce sabor do morango que lhe ia tirar a vida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5741166444184738059-4328945701002474852?l=penafrenetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://penafrenetica.blogspot.com/feeds/4328945701002474852/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5741166444184738059&amp;postID=4328945701002474852' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5741166444184738059/posts/default/4328945701002474852'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5741166444184738059/posts/default/4328945701002474852'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://penafrenetica.blogspot.com/2008/10/o-assassnio-de-k.html' title='O Assassínio de K.'/><author><name>Pena Frenética</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08589582573660673658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/-LeSnzv4EdTw/TkQA7NmQ7OI/AAAAAAAAAE0/oEsYFUA0O2Q/s220/263440_1737278725118_1633110173_1265147_4916516_n.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5741166444184738059.post-44746108783478553</id><published>2008-10-24T22:21:00.000+01:00</published><updated>2008-10-24T22:23:42.287+01:00</updated><title type='text'>Fazer vaquinhas.</title><content type='html'>No outro dia conheci uma vaca que vivia a crédito. Para produzir leite pediu um empréstimo. Para tirar o leite pediu um empréstimo. Para o embalar pediu um empréstimo. Depois, percebeu que nem sequer era vaca leiteira. Talvez, na melhor das hipóteses, uma intermediária. Nos dias seguintes ainda tentou pedir mais um empréstimo para pagar os outros, mas não conseguiu porque lhe disseram que não tinha ‘futuros’. Nem expectativas nem garantias bancárias. Como tinha perdido o emprego como intermediária, ofereceu-se para modelo, daquelas que estão quietas e muito nuas para serem pintadas pelos meninos e meninas que tiram cursos para saberem pintar melhor. Mas, como era um bocado tímida queria sempre tapar as indecências, coisa que não era permitida. ‘Isto aqui é como a Bolsa de hoje em dia, minha querida. Tudo para baixo.’ Talvez um dia quando acabar a crise possa voltar a ser uma simples vaca, mas continuará a não ter nem dinheiro e, ‘futuros’, quem sabe?.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5741166444184738059-44746108783478553?l=penafrenetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://penafrenetica.blogspot.com/feeds/44746108783478553/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5741166444184738059&amp;postID=44746108783478553' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5741166444184738059/posts/default/44746108783478553'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5741166444184738059/posts/default/44746108783478553'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://penafrenetica.blogspot.com/2008/10/fazer-vaquinhas.html' title='Fazer vaquinhas.'/><author><name>Pena Frenética</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08589582573660673658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/-LeSnzv4EdTw/TkQA7NmQ7OI/AAAAAAAAAE0/oEsYFUA0O2Q/s220/263440_1737278725118_1633110173_1265147_4916516_n.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5741166444184738059.post-8386654894894562674</id><published>2008-10-22T22:09:00.000+01:00</published><updated>2008-11-06T10:22:10.239Z</updated><title type='text'>Por um cabelo.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: left;"&gt;(os nomes desta história foram alterados para ninguém poder identificar os intervenientes)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Madalena, rapariga-mulher dos seus 29 anos, regressava a casa depois de mais uma noite naquele part-time ridículo e entediante. Pela primeira vez, ia conseguir dormir uma noite inteira ao lado de Zeus. Chegavam ao fim, os sonos mais ou menos tardios no banco de trás de um automóvel emprestado. Sim, Madalena gostava de dormir com Zeus, o seu namorado. Ao contrário do que o nome podia fazer pensar, não era forte e,muito menos, era Deus. Aliás, teve para se chamar Deus se a mulher do registo não tivesse carregado na tecla ao lado. Ficou Zeus, paciência. Madalena até achava graça. Zeus tocou à campaínha e Madalena abriu-lhe a porta com um sorriso. Ele vinha com aquele ar de quem vem passar um fim-de-semana que dura para sempre. Ela serviu-lhe uma limonada, pois Zeus que é Zeus não se mete no álcool. Tirou-lhe o chapéu e beijou-lhe calorosamente a cabeça. De repente, ainda a sua língua deslizava por aquela superfície calva, Madalena gritou: ‘És indecente. Tu prometeste-me que o tiravas!’. Correu para a cozinha e regressou com uma tesoura com que cortou o último cabelo que lhe restava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5741166444184738059-8386654894894562674?l=penafrenetica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://penafrenetica.blogspot.com/feeds/8386654894894562674/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5741166444184738059&amp;postID=8386654894894562674' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5741166444184738059/posts/default/8386654894894562674'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5741166444184738059/posts/default/8386654894894562674'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://penafrenetica.blogspot.com/2008/10/por-um-cabelo.html' title='Por um cabelo.'/><author><name>Pena Frenética</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08589582573660673658</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/-LeSnzv4EdTw/TkQA7NmQ7OI/AAAAAAAAAE0/oEsYFUA0O2Q/s220/263440_1737278725118_1633110173_1265147_4916516_n.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
